Danilo e Alex Sandro devem começar contra o Marrocos
A poucos dias da estreia na Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti ainda enfrenta uma dúvida que tem dominado as entrevistas relacionadas à Seleção Brasileira. Independentemente de se tratar de atacantes, meias, defensores ou goleiros, o assunto que mais se repete é a formação das laterais do Brasil.
Desde a chegada da delegação brasileira aos Estados Unidos, nenhum tema foi tão debatido, tanto internamente quanto externamente, quanto a definição dos laterais da defesa. A ausência de Neymar em campo, devido a uma lesão, fez com que a discussão sobre quem ocupará as laterais se tornasse o principal foco das atenções em torno da equipe.
Cortes e alternativas
O problema ganhou ainda mais força após o corte de Wesley. O jogador da Roma era o único lateral-direito de origem convocado por Ancelotti para a disputa da Copa do Mundo. Com a sua saída, o treinador passou a buscar alternativas dentro do próprio elenco.
Atualmente, as opções para o setor incluem jogadores que atuam em outras funções. Danilo, que aparece como favorito para iniciar a competição, também tem a capacidade de atuar como zagueiro. O jogador Ibañez foi testado na posição durante os treinamentos. Além deles, nomes como Fabinho e até Éderson surgem como alternativas em situações específicas. A ausência de um especialista para a função aumenta a preocupação diante de uma competição curta, onde erros costumam ter consequências decisivas.
Lado esquerdo também gera dúvidas no Brasil
Se o lado direito perdeu seu único lateral de origem, a situação do lado esquerdo também não oferece total tranquilidade à comissão técnica. Alex Sandro, que chega com a experiência de quem já disputou Copas do Mundo e viveu grandes momentos na Seleção, enfrenta questionamentos sobre seu desempenho recente. O lateral não está atravessando sua melhor fase e ainda busca recuperar a confiança de parte da torcida.
No outro lado da disputa está Douglas Santos. O jogador alternou boas e más atuações nas oportunidades que recebeu recentemente e ainda não conseguiu se firmar como uma opção consensual. Por isso, Ancelotti continua observando as duas opções antes de definir a equipe que enfrentará Marrocos.
Análise do adversário
A discussão sobre as laterais ganha ainda mais importância quando se considera o perfil do adversário na estreia. Marrocos é conhecido por uma de suas principais características: a velocidade pelos lados do campo. Jogadores como Achraf Hakimi e Brahim Díaz estão frequentemente envolvidos nas ações ofensivas, explorando espaços deixados pelos adversários.
Diante desse cenário, a comissão técnica do Brasil tem dado atenção especial à recomposição defensiva. Por esta razão, Matheus Cunha aparece com boas chances de iniciar a partida. Embora seja um atacante, o jogador oferece maior capacidade de retorno sem a bola, ajudando a proteger os corredores laterais.
Treinamentos e ajustes defensivos
Nos treinamentos realizados durante esta semana, Ancelotti trabalhou repetidamente o posicionamento defensivo, além de realizar ajustes relacionados à cobertura e ocupação de espaços. A avaliação interna da comissão técnica é de que a equipe evoluiu, mas ainda precisa reduzir erros para um desempenho mais sólido.
Desempenho nos amistosos
Os últimos amistosos serviram como um alerta para a equipe. Apesar das vitórias sobre Panamá e Egito, a Seleção Brasileira sofreu gols em ambas as partidas e apresentou falhas que geraram preocupação entre os membros da comissão técnica e torcedores.
Diante disso, os jogadores têm tentado transmitir confiança sempre que abordam o tema em entrevistas. O discurso é de que o sistema defensivo está em processo de evolução e que a equipe chegará preparada para a estreia na Copa do Mundo.
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