Jogada10 revela o novo membro da equipe de cobertura da Seleção Brasileira

Pedro não esconde amor pela Seleção: "Sonho de infância realizado"

Na última terça-feira, dia 9, o site Jogada10 relatou a história de Osires Nadal, um veterano da imprensa brasileira e radialista que atua desde a Copa do Mundo de 1970, realizada no México. Nesta sexta-feira, dia 12, o foco se volta para uma nova geração. Segundo informações, a base do futebol nacional está se fortalecendo. Para quem acompanha a Seleção Brasileira, essa nova realidade já se concretiza. Com apenas 21 anos, Pedro Cunha se tornou um nome conhecido no universo esportivo desde outubro de 2024, quando esteve presente na goleada da Seleção Canarinho sobre o Peru, que terminou em 4 a 0, durante as Eliminatórias Sul-Americanas, no Estádio Mané Garrincha. Desde então, o jovem jornalista participou de inúmeras entrevistas coletivas, teve a oportunidade de se aproximar de jogadores, presenciou outros jogos, frequentou zonas mistas e, principalmente, fez diversas viagens antes de sua primeira Copa do Mundo.

Pedro possui experiência em várias mídias, incluindo “Rádio Craque Neto”, “CazéTV” e atualmente no canal “XSports”. Ele tem uma diferença de idade de seis décadas em relação a Osires, o que o torna, na verdade, uma figura que poderia ser seu neto. Apesar da diferença geracional, ambos compartilham uma paixão inconfundível pela Seleção Brasileira, que transcende o tempo.

“Fiquei fora somente da Data Fifa de outubro”

Pedro afirmou que, exceto por um período durante a Data Fifa de outubro, quando estava cobrindo a Copa do Mundo Sub-20, ele esteve sempre presente ao lado da Seleção. "Meu grande sonho era cobrir a Seleção, pois isso representa a coisa mais importante da minha vida. Tenho o privilégio de estar aqui para aprender com os mais experientes, que têm muitas histórias para contar de diferentes maneiras. O Seu Osires, por exemplo, é uma pessoa excepcional que me ajuda muito. Essa diferença de idade é curiosa e evidencia o quanto nossa seleção é grandiosa", declarou o jovem setorista ao J10.

“Quando a Seleção joga, tinha que parar tudo”

Diferente de muitos profissionais da imprensa que acompanham a Seleção Brasileira em Nova Jersey, nos Estados Unidos, Pedro nunca teve a oportunidade de ver o time mais vitorioso do mundo levantar um troféu. Prestes a concluir sua graduação, o jornalista nasceu durante um período de 24 anos sem títulos importantes e precisou se informar através de vídeos, documentos e relatos de pessoas mais velhas sobre as celebrações nas ruas, na esperança de testemunhar o dia em que a taça mais cobiçada do futebol retornará ao que é conhecido como o "país do futebol". Ele percebe um afastamento dos jovens em relação à Seleção, resultado de anos de frustrações e eliminações precoces após 2002.

"A galera da minha geração ficou mais distante e não se importa tanto. Isso é algo negativo, não? As pessoas não sentem a mesma paixão que eu mantenho pela Seleção Brasileira. Eu percebia que meus colegas de sala não valorizavam da mesma forma. Isso sempre foi doloroso para mim. Nos dias de jogos da Seleção, sou a favor de parar tudo. Não deveria haver mais nada em dias de Seleção. Nos anos em que não temos Copas, são apenas oito jogos. Esses momentos são extremamente prazerosos e intensos", completou o jornalista mais jovem.

Uma grande ansiedade pela sexta estrela

Além de representar um sonho que pode se concretizar no dia 19 de julho, nos Estados Unidos, a conquista da sexta estrela na camisa da Seleção é um motivo de enorme expectativa para os jovens da idade de Pedro. O hexacampeonato colocaria um ponto final em uma lacuna significativa para essa nova geração.

"Seria o ápice do nosso futebol e uma virada essencial para o Brasil recuperar a posição de ter a seleção mais importante do mundo em todos os aspectos. Tenho uma ansiedade muito grande para ver o país se sagrando campeão novamente", reforçou Pedro.

Mais perguntas para Pedro Cunha

Jogada10: Qual foi o momento mais inesquecível durante esses dois anos de cobertura da Seleção?
Pedro Cunha: Todos os dias cobrindo a Seleção foram especiais. A Seleção é pertencimento. Hoje (terça-feira) foi outro dia incrível. É o grande sonho da minha vida. Não há um dia ruim aqui. O primeiro jogo, claro, foi muito especial e marcante por conta da realização. Sempre imaginei que cobrir uma Copa seria algo impensável, um cenário quase impossível, muito distante. Eu mesmo não acreditava muito que isso poderia acontecer. Portanto, não há como não mencionar o presente e esta Copa do Mundo. Que seja a primeira de muitas.

Jogada10: Se o Ancelotti te chamasse para uma conversa de cinco minutos, o que diria a ele?
Pedro Cunha: Quem sou eu para dar conselhos a um técnico tão vitorioso? Mas, de coração, eu desejaria sorte a ele. Diria para fazer o que sabe e que essa Seleção é muito importante para mim. Eu falaria: ‘Você é bom, diferente e todo o povo confia em você’. Percebo a liderança tranquila que ele exerce sobre o grupo, como mencionado em seu próprio livro. O elenco é bom, coeso e unido. Tenho a convicção de que faremos uma grande Copa.

Jogada10: A Seleção de 2026 transmite a ideia de não ter um time titular definido para a estreia. Isso é preocupante?
Pedro Cunha: Entendo que, dentro de um ciclo em que o treinador está há um ano, testes e muitas mudanças são mais naturais. Em seleções como a França ou a Argentina, onde os técnicos são mais longevos, isso não pode acontecer. No caso do Brasil, eu compreendo. Mas é lógico que isso preocupa. Estamos conversando sobre isso, faltando menos de uma semana para a estreia, e ainda não temos certeza sobre os jogadores ou a formação que o time irá utilizar. Dois ou três meias? Isso é preocupante, sim.

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