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CBF revela gravações do VAR sobre a decisão que anulou pênalti

por futebolpress
CBF revela gravações do VAR sobre a decisão que anulou pênalti

Divulgados áudios e imagens do VAR em Botafogo x Corinthians

Nesta segunda-feira, 18 de setembro, a Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tornou públicos os áudios e as imagens que demonstram a atuação do VAR durante o confronto entre Botafogo e Corinthians. O episódio que gerou polêmica ocorreu dentro da área do time paulista, resultando em numerosas reclamações por parte dos jogadores do Botafogo. Inicialmente, o árbitro de campo havia concedido um pênalti a favor do Botafogo. No entanto, após consulta à equipe de vídeo, essa decisão foi revista no monitor localizado à beira do campo.

Justificativa da anulação do pênalti

Os árbitros que atuaram no VAR justificaram a anulação do pênalti, afirmando que o defensor Gustavo Henrique, do Corinthians, não havia realizado um puxão sobre o zagueiro Ferraresi. De acordo com a análise técnica, o jogador do Botafogo acabou tropeçando e caiu por conta própria no gramado. Além disso, a revisão do lance revelou que o jogador Ramalho, do Corinthians, cabeceou a bola que acabou atingindo o seu próprio braço de forma acidental. Diante dessas considerações, o juiz decidiu anular a marcação anterior, reiniciando o jogo com bola ao chão para o goleiro do Corinthians.



Diálogo entre árbitros durante a revisão

O diálogo completo entre os árbitros durante o processo de revisão do lance foi registrado e é o seguinte:

  • AVAR: “Ele marcou. Decisão de campo: tiro penal.”
  • Árbitro: “Ele segurou, agarrou pelas costas!”
  • Árbitro: “Fazekas, eu vou narrar! O Gustavo Henrique está puxando! Eu tenho que marcar o que eu miro! Fazekas, me dá uma posição.”
  • VAR, ainda discutindo com seus auxiliares: “O jogador cabeceia e pega na mão dele, correto? Ele cabeceia e pega na mão dele, está vendo? Aí, vê a invertida. Ele cabeceia e vai na mão dele, ok? Muda a direção e acaba pegando na mão dele. Concordam comigo, que aqui nesse lance não tem o penal, ok? E aqui não tem o puxão. Volta para mim e vamos varrer o APP.”
  • VAR, conversando com o árbitro: “Felipe, vou recomendar a revisão do lance para um possível não penal. O jogador de branco não está puxando, ele está com o braço de referência. O jogador de preto tropeça e cai. Não é a mão do jogador de branco que derruba ele. Tem uma outra situação que o defensor da frente cabeceia a bola.”
  • Árbitro: “OK, Fazekas, pode me dar a imagem!”
  • VAR: “Calma, deixa eu terminar a narrativa para você saber o que eu vou fazer. O jogador da frente cabeceia a bola no próprio braço também. Então, eu vou mostrar para você os dois momentos, ok? Primeiro o puxão que você narrou e depois a cabeçada.”
  • Árbitro: “Ah, sim! Velocidade normal, beleza. Solta em velocidade normal. Ah, tá. Tem um braço do número 3, só que é um braço de referência que está segurando na camisa. Não tem impacto para pênalti. OK.”
  • VAR: “E no outro lance, o jogador cabeceia no próprio braço, mas eu quero que você veja também, tá?”
  • Árbitro: “Já vi, Fazekas. Para mim, Felipe, esse puxão não tem impacto para tiro penal. Vou reiniciar com bola ao chão para o goleiro e vou comunicar minha decisão para o estádio, ok?”
  • VAR: “Ok. Também faz a narrativa que a cabeçada é do próprio braço do jogador, hein?”
  • Árbitro: “Ok. A narrativa vai ser que, após revisão na ARA, há uma mão sem impacto, reinício com bola ao chão para a defesa.”
  • Árbitro anuncia no sistema de som: “Após revisão na ARA, existe uma mão sem impacto para marcação de tiro penal. Decisão final: bola ao chão para a defesa.”

Entenda a aplicação da Regra 12 no lance

A decisão da arbitragem foi fundamentada estritamente no texto da Regra 12, que aborda infrações e condutas inadequadas. Conforme estipulado pela norma, nem todo contato da mão ou do braço com a bola é considerado uma infração passível de punição com tiro livre direto. No caso analisado pelo VAR, o toque na bola não foi interpretado como intencional nem como uma ampliação antinatural do corpo do jogador.

Dessa forma, como a bola desviou no próprio corpo do defensor antes de tocar seu braço, a regra determina que o jogo deve prosseguir normalmente. Por conta desse entendimento, o pênalti foi revogado, uma vez que não houve um movimento intencional para bloquear a bola. Além disso, a análise realizada por meio da tecnologia descartou o contato físico que poderia justificar a falta cometida pelo defensor em relação ao atacante do Botafogo.

A divulgação dos áudios e imagens tem como objetivo proporcionar maior transparência ao processo decisório e apaziguar os ânimos após um empate bastante polêmico. O Botafogo, por sua vez, já se prepara para os próximos compromissos, enquanto a CBF continua sob a observação atenta dos clubes em relação ao uso da tecnologia no futebol.

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