Jorginho Retorna ao Radar da Seleção Italiana
Demorou, mas o meio-campista Jorginho, que atualmente defende as cores do Flamengo, está oficialmente de volta ao radar da Seleção Italiana. No último sábado, dia 7 de outubro, o jogador recebeu um telefonema direto do técnico Gennaro Gattuso, que confirmou sua presença na pré-lista para os compromissos da próxima Data Fifa. A última vez que o volante vestiu a camisa da Itália foi em junho de 2024, durante a Eurocopa.
Conquistas no Flamengo e Papel na Seleção
Atualmente no clube Rubro-Negro, Jorginho teve um desempenho notável, conquistando a Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2025. Ele surge como uma peça de experiência para o novo ciclo de Gattuso, que assumiu o comando da seleção italiana após a saída de Luciano Spalletti.
A trajetória de Jorginho pela Itália é marcada por conquistas e um papel tático fundamental. O auge de sua carreira ocorreu em 2021, quando foi um dos pilares do título da Euro 2020. Na ocasião, ele foi eleito para a seleção do torneio e terminou em terceiro lugar na disputa da Bola de Ouro. Ao todo, o volante soma 57 partidas e cinco gols com a camisa da "Azzurra". Seu retorno à seleção acontece em um momento em que a Itália busca estabilidade nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, um torneio que Gattuso prometeu que a seleção disputará, ou ele deixará o cargo.
A Escolha pela Itália em vez do Brasil
Jorginho, natural de Imbituba, Santa Catarina, mudou-se para a Europa muito jovem, aos 15 anos, para atuar nas categorias de base do Hellas Verona. Sua ascendência italiana facilitou o processo de naturalização, uma vez que seus bisavôs paternos eram originários da região de Vicenza. Em diversas entrevistas, o jogador revelou que a gratidão foi um dos fatores que motivaram sua decisão de defender as cores da Itália em vez do Brasil. Ele destacou que o país europeu o acolheu e ofereceu oportunidades que não teve em solo brasileiro no início de sua carreira.
Embora tenha recebido uma sondagem da comissão técnica de Tite em 2017, Jorginho já havia disputado amistosos pela Itália. Dessa forma, optou por continuar representando o país que o formou profissionalmente. A escolha se mostrou acertada, culminando na conquista europeia e na consolidação como um dos melhores meio-campistas do mundo na última década. Agora, aos 34 anos, ele luta para garantir sua vaga definitiva na lista que Gattuso divulgará na próxima segunda-feira, dia 16 de outubro, para enfrentar as seleções da França e da Croácia em solo estadunidense.
