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Santos conquista a vitória, enquanto Vojvoda deve repensar suas crenças questionáveis

por futebolpress
Santos conquista a vitória, enquanto Vojvoda deve repensar suas crenças questionáveis

Vitória do Santos contra o Sport

A vitória do Santos por 3 a 0 sobre o Sport, que já está rebaixado, ocorrida na última sexta-feira (28), trouxe um alívio momentâneo ao clube e retirou a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro Betano. Contudo, a vitória também reacendeu um debate que se intensifica a cada rodada: qual é, de fato, a identidade do Santos sob o comando de Juan Pablo Vojvoda?

Desafios enfrentados por Vojvoda

Desde que assumiu a equipe, Vojvoda tem enfrentado dificuldades para se desvincular de suas convicções, que muitas vezes são questionáveis, especialmente neste momento decisivo do campeonato. A principal indagação que surge é até que ponto suas crenças são benéficas ou prejudiciais a um elenco que ainda luta para evitar o segundo rebaixamento de sua história.



Teoria e prática

Vojvoda trouxe ao Santos uma abordagem teórica que agrada a alguns e, em determinadas partidas, a prática dessa teoria se faz presente. No entanto, o time tem apresentado oscilações significativas. Em momentos cruciais, o treinador tem tomado decisões que geram desconforto entre os torcedores. Apesar da vitória contra o Sport, que foi marcada por uma atuação segura e lampejos de competitividade, as escolhas feitas por Vojvoda foram amplamente questionadas.

Decisões táticas

A insistência em Tiquinho Soares

A escolha de colocar Tiquinho Soares como titular não foi uma surpresa, pois Vojvoda prefere um centroavante de referência para estruturar o jogo ofensivo. Tiquinho desempenha essa função tática, mas sua entrega em campo é limitada. Por outro lado, Lautaro Díaz, que entrou em seu lugar, também não tem apresentado um desempenho efetivo.

Enquanto isso, jogadores mais dinâmicos, como Robinho Jr, Rollheiser e Gabriel Bontempo, permanecem no banco de reservas. Em um momento em que o Santos precisava aumentar o saldo de gols para possíveis desempates na reta final do campeonato, Vojvoda travou o próprio time ao não explorar as opções capazes de mudar o ritmo da partida.

A substituição de Zé Rafael

Outra escolha que repercutiu negativamente foi a saída de Zé Rafael. O volante vinha se destacando nas últimas rodadas, mostrando-se um dos poucos jogadores com bom desempenho técnico. Ele tem a habilidade de controlar a posse de bola, organizar o jogo e proporcionar equilíbrio à equipe. Retirá-lo do campo logo no início foi uma decisão que não se justificou, nem pelo contexto da partida, nem pela fase dos dois jogadores envolvidos.

Essa substituição gerou a impressão de que Vojvoda está preso a convicções antigas, mesmo quando o desempenho em campo sugere a necessidade de uma mudança de estratégia.

Contradições nas escolhas do treinador

Mayke e Igor Vinícius

Do lado direito, mais uma contradição se desenha: Igor Vinícius teve uma atuação sólida, participativa e demonstrou força no apoio ao ataque. Atualmente, é o lateral que se encontra em melhor fase. No entanto, Vojvoda continua a dar muitos minutos de jogo a Mayke, mesmo sem que o desempenho deste último justifique tal insistência.

Neymar como protagonista

Neymar, mesmo jogando com proteção no joelho e sentindo dores, foi o destaque na vitória do Santos contra o Sport. Ele marcou um gol, forneceu uma assistência, criou jogadas e se mostrou um protagonista, mesmo não estando em sua melhor forma física. Essa situação evidencia dois aspectos importantes:

  1. A forte liderança técnica que Neymar exerce, mesmo limitado fisicamente.
  2. A dependência do Santos em relação a um jogador que não se encontra em sua melhor forma, o que aumenta a responsabilidade do treinador em desenvolver uma estrutura de jogo que funcione sem depender de atuações heroicas.

Expectativas para os próximos jogos

Com mais um jogo fora de casa na próxima rodada, onde enfrentará o também rebaixado Juventude, o Santos não pode depender de Neymar a esse ponto. Portanto, Vojvoda precisará encontrar alternativas que possam suprir essa necessidade.

O Santos não apresenta um desempenho ruim sob a direção de Vojvoda, mas também não joga de maneira suficientemente boa para afastar os torcedores do temor de retornar à zona de rebaixamento. A equipe consegue vencer quando necessário e mostra melhorias em alguns aspectos, mas não demonstra uma evolução consistente ao longo do campeonato.

Considerações finais

Há uma ideia, um método e um trabalho sendo desenvolvido, mas o que falta é flexibilidade, um elemento essencial em momentos em que a tabela se torna apertada e a pressão aumenta.

BetNacional

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