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Conselho do São Paulo descarta sugestão de afastamento de Olten Ayres

por futebolpress
Conselho do São Paulo descarta sugestão de afastamento de Olten Ayres

Conselho do São Paulo rejeita afastamento de Olten Ayres

O Conselho Deliberativo do São Paulo rejeitou, na terça-feira, 2 de junho, a proposta de suspensão de Olten Ayres de Abreu Júnior da presidência do órgão por um período de 120 dias. A votação foi bastante apertada, com 120 votos contrários à medida e 118 favoráveis. Olten Ayres estava fora do cargo desde maio, quando optou por se afastar temporariamente para apresentar sua defesa à Comissão de Ética.

Avaliação da suspensão definitiva

Apesar da decisão de não afastar Olten Ayres, o Conselho Deliberativo ainda irá avaliar a possibilidade de uma suspensão definitiva do dirigente. No entanto, até o momento, ninguém definiu a data da próxima sessão para discutir essa questão.



Origem do caso

O caso envolvendo Olten Ayres teve início em abril, quando o presidente do clube, Harry Massis, protocolou uma denúncia por gestão temerária contra o presidente do Conselho Deliberativo. Em 14 de maio, Olten Ayres decidiu se licenciar temporariamente do cargo de presidente do Conselho para se preparar adequadamente para sua defesa. Durante esse período, ele estabeleceu um acordo com o vice-presidente do órgão, João Farias, e com o presidente da Comissão de Ética, Antônio Maria Patiño, a fim de garantir um prazo para a apresentação de sua defesa e estruturar sua argumentação.

Investigação policial

Além da Comissão de Ética do clube, a Polícia Civil instaurou, em 7 de maio, um inquérito para investigar uma suspeita de falsidade ideológica relacionada a um parecer do Conselho Consultivo. A investigação busca esclarecer as circunstâncias que envolvem a elaboração e a utilização desse documento.

Manifestação de Olten Ayres

Em resposta à decisão do Conselho, Olten Ayres se manifestou, afirmando que “recebe com serenidade, respeito e senso de responsabilidade institucional a decisão do Conselho”. Ele também destacou que o órgão “reconheceu a improcedência das acusações apresentadas no âmbito do processo administrativo disciplinar”.

Olten Ayres afirmou que a decisão confirma a sua posição desde o início do processo, de que não houve qualquer ato irregular, desvio de finalidade, gestão temerária, obtenção de benefício pessoal ou qualquer conduta que pudesse prejudicar o São Paulo. Segundo ele, houve apenas o exercício regular das atribuições da presidência do Conselho Deliberativo, respeitando o Estatuto Social, os ritos internos, a autonomia dos órgãos competentes e as garantias do contraditório e da ampla defesa.

O dirigente também enfatizou a importância do Conselho Deliberativo como um dos Poderes do São Paulo Futebol Clube, ressaltando que ele deve permanecer como um espaço de independência, equilíbrio, responsabilidade e segurança jurídica. Olten Ayres concluiu sua manifestação destacando que, quando as garantias estatutárias são preservadas, não se protege apenas uma pessoa, mas sim a própria instituição.

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