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Flamengo enfrenta tensões internas com Boto e setor médico antes da Libertadores

por futebolpress
Flamengo enfrenta tensões internas com Boto e setor médico antes da Libertadores

Crise no Flamengo cresce antes da Libertadores

A crise que afeta os bastidores do Flamengo desde a retomada do calendário esportivo se intensificou, colocando dois setores em destaque nas cobranças internas: a diretoria de futebol e o departamento médico. Às vésperas das oitavas de final da Libertadores, o clube enfrenta o desafio de lidar com a insatisfação decorrente do desempenho, das relações interpessoais e dos resultados da equipe, ao mesmo tempo em que tenta adaptar-se às mudanças ainda não assimiladas sob a gestão de Leonardo Jardim.

Desgaste na diretoria de futebol

O diretor José Boto tornou-se um dos principais alvos de desgaste no cotidiano rubro-negro. Sua relação com jogadores e funcionários é marcada por frieza e por cobranças consideradas excessivas em situações específicas. Internamente, há um incômodo crescente em relação à sua constante presença em materiais de divulgação do clube, além da polêmica sobre possíveis exigências de serviços pessoais, como limpeza.



Apesar das críticas, a resistência a Boto aumentou mesmo após a saída de Filipe Luís, ocorrida em março. A maneira como essa saída se deu reforçou, segundo informações do ge, a imagem de que Boto pode ser grosseiro em certas ocasiões e não demonstra preocupação em cultivar relacionamentos próximos dentro do clube, especialmente no que diz respeito ao elenco.

Bap tenta assumir as rédeas

O presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, esteve recentemente no Ninho do Urubu para realizar reuniões, uma prática comum em sua gestão. O dirigente esperava que os títulos conquistados no ano anterior contribuíssem para diminuir a pressão sobre a equipe, mas percebeu que o desgaste aumentou desde o início da temporada atual. De acordo com informações apuradas, Bap chegou a considerar alternativas para substituir Boto, mas decidiu mantê-lo no cargo, apostando na relação que o diretor mantém com o treinador Leonardo Jardim.

Internamente, as expectativas para a permanência de José Boto até 2027 são consideradas baixas.

Departamento médico do Flamengo

Outro ponto de tensão entre a comissão técnica e o departamento médico do Flamengo se tornou evidente. O treinador Leonardo Jardim, por exemplo, expressou sua insatisfação em uma coletiva de imprensa em relação aos prazos apresentados para o retorno de jogadores, que, em alguns casos, foram adiados. Situações envolvendo jogadores como Pulgar e Léo Ortiz intensificaram os questionamentos sobre a eficiência do departamento médico.

A instabilidade com o departamento médico é uma questão que persiste desde o início da gestão de Bap, que assumiu a presidência em dezembro de 2024. O antigo chefe do setor, José Luiz Runco, que era visto como uma aposta alta para o cargo, foi desligado nos primeiros meses de sua gestão após uma declaração polêmica envolvendo o jogador De La Cruz. Antes disso, o departamento médico já havia passado por uma reformulação completa.

Avaliação negativa do futebol

Além das questões administrativas e médicas, também há uma avaliação negativa em relação ao desempenho do futebol. O entendimento geral é de que o Flamengo perdeu características que tinha sob a liderança de Filipe Luís. A percepção é de que a equipe já não possui o mesmo controle sobre as partidas e apresenta fragilidades excessivas no setor defensivo, embora a relação com Jardim seja considerada positiva.

Por sua vez, Jardim acredita que a pausa para a Copa do Mundo trouxe prejuízos para a implementação de suas ideias, o que tem gerado divergências. O técnico argumenta que a ausência de nove jogadores, que estavam sob a orientação de outros treinadores, dificultou seu trabalho para desenvolver suas características durante o período de folga no calendário.

Até o momento, o Flamengo venceu um compromisso após a Copa e empatou outros dois, o que resultou na equipe ficando a oito pontos do Palmeiras na tabela do Campeonato Brasileiro. Após o jogo contra o Internacional, realizado no Beira-Rio, o jogador Varela criticou a postura da equipe e enfatizou a necessidade de “fechar as portas” para “começar de novo”.

Folga rara no calendário

Em meio a toda essa turbulência, o Flamengo obteve um tempo raro no calendário para buscar um reorganização. A equipe só voltará a entrar em campo no dia 9 de agosto, quando enfrentará o Vitória no Maracanã. Durante esse intervalo, a comissão técnica liderada por Leonardo Jardim planeja trabalhar questões coletivas e monitorar a recuperação física dos jogadores.

Léo Pereira, que apresentou dores no joelho, ficou de fora do treinamento realizado na sexta-feira (31), embora não tenha sido constatada lesão. O zagueiro continua em tratamento devido a um edema e será reavaliado. Por outro lado, De Arrascaeta retornou recentemente após um longo afastamento devido a lesões e ainda busca recuperar seu ritmo de jogo.

Por fim, o departamento médico está empenhado em recuperar Luiz Araújo e Plata, que seguem realizando trabalhos específicos, enquanto Paquetá permanece como uma baixa importante para a equipe.

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