Árbitro ativa protocolo contra racismo após denúncia em partida do Campeonato Paulista Sub-20

Árbitro ativa protocolo antirracista ao receber relato de injúria em jogo do Paulista Sub-20

A Federação Paulista de Futebol (FPF) iniciou uma investigação sobre ocorrências de injúria racial e homofobia que aconteceram durante a partida entre XV de Jaú e Ituano, realizada pelo Campeonato Paulista Sub-20 na última sexta-feira, dia 31 de outubro. Os episódios foram registrados tanto no campo de jogo quanto nas arquibancadas do Estádio Zezinho Magalhães.

Interrupção do jogo

O jogo foi interrompido aos 49 minutos do segundo tempo, no momento em que os jogadores do Ituano se preparavam para a cobrança de uma falta. Após um período em que a bola não rolou, a partida foi retomada, mas continuou a ser marcada por confusões até o apito final, que registrou a vitória do XV por 2 a 1.

Relato de injúria racial

Jogadores do Ituano relataram ao árbitro, Nelson Marques da Silva, que o atacante João Vitor havia sido chamado de "macaco" pelo zagueiro colombiano Eraso. Ao receber essa denúncia, o árbitro sinalizou o acionamento do protocolo antirracista, que determina a apuração imediata de episódios de injúria racial ocorridos dentro de campo.

Nota oficial da FPF

Em uma nota oficial, a FPF expressou seu repúdio aos acontecimentos e garantiu um rigoroso processo de apuração dos fatos. A entidade afirmou: “Houve o acionamento do protocolo do Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista por parte da equipe de arbitragem, bem como o registro das ocorrências. A FPF acompanhará a apuração dos fatos junto a todos os envolvidos e às autoridades competentes. A entidade reforça, ainda, que não compactua com qualquer forma de racismo, homofobia, discriminação ou violência e seguirá trabalhando para que o futebol paulista seja um ambiente de respeito e inclusão.”

Denúncia de homofobia

Além da injúria racial, o árbitro também registrou em súmula um caso de homofobia que ocorreu nas arquibancadas contra um dos assistentes da partida. Segundo o documento, “um torcedor começou a proferir atos homofóbicos contra o assistente de número dois, Marcelo Zamian de Barros.” O árbitro relatou que não foi possível identificar o torcedor, pois, ao ser solicitado, ele saiu correndo do estádio.

Registro de ofensas homofóbicas

O documento também afirma que um torcedor proferiu ofensas homofóbicas contra o auxiliar de arbitragem. Em resposta, o XV de Jaú declarou em nota que forneceu os dados do indivíduo à FPF para que as devidas providências sejam tomadas. O Ituano, por sua vez, confirmou que registrou um boletim de ocorrência em relação ao episódio de injúria racial.

Conclusão

Os episódios de injúria racial e homofobia durante a partida levantam questões importantes sobre a necessidade de um ambiente esportivo livre de discriminação e violência. A FPF, assim como os clubes envolvidos, se comprometeram a investigar e tomar as medidas necessárias para que tais situações não se repitam.

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