Encerramento do Processo na Comissão de Ética
Julio Casares solicitou, nesta quinta-feira, dia 30, o fim do processo que estava em andamento contra ele na Comissão de Ética do São Paulo. O ex-presidente do clube entregou seu cargo no Conselho Deliberativo e também o título de sócio do São Paulo na quarta-feira, dia 29. Com isso, a defesa do dirigente baseia-se na Constituição Federal para argumentar que o clube deve encerrar as investigações internas. A informação foi reportada pelo portal “ge”.
Audiência e Ausência
O dirigente tinha uma audiência agendada na Comissão de Ética para a data de hoje, mas optou por não comparecer. Os advogados que representam Julio Casares, Bruno Borragine, Daniel Bialski e André Bialski, invocam o artigo 5º, inciso XX, da Constituição Federal para contestar o Estatuto Social do São Paulo.
Renúncia e Estatuto Social
Apesar de ter deixado o Conselho Deliberativo, Julio Casares não poderia, conforme o Estatuto Social do São Paulo, renunciar ao quadro de sócios enquanto estivesse sob investigação. O estatuto estipula que o clube não aceita pedidos de desligamento de um associado que esteja respondendo a um procedimento administrativo disciplinar até que o processo seja concluído.
A defesa, no entanto, destaca um trecho da Constituição Federal que afirma que “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”. Com base nesse argumento, os advogados de Casares solicitaram, nesta quinta-feira, o encerramento das investigações contra ele, após a entrega do título de sócio.
Outras Investigações
Além do processo interno que tramita no São Paulo, Julio Casares também está sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público. As autoridades estão apurando a possibilidade de crimes relacionados à lavagem de capitais e à participação em um esquema de exploração clandestina de um camarote do Morumbi durante shows.
Presidência do São Paulo
Julio Casares ocupou a presidência do São Paulo entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026. No início deste ano, o Conselho Deliberativo do clube aprovou seu impeachment após um processo que envolvia o esquema de exploração clandestina do camarote mencionado.
Após o impeachment, Casares decidiu renunciar ao cargo de presidente do clube. Ele ainda teria que passar por uma votação na Assembleia Geral, que contaria com a participação dos sócios, para definir seu futuro no São Paulo. No entanto, antes que essa votação ocorresse, ele optou por entregar o cargo.
Investigação na Comissão de Ética
Por fim, Julio Casares ainda enfrenta uma investigação na Comissão de Ética do clube e pode receber a punição máxima, que seria a expulsão do quadro associativo, mesmo após ter optado por não participar do processo.
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