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FIFA planeja oferta de ações para investidores privados; parente de Trump demonstra interesse

por futebolpress
FIFA planeja oferta de ações para investidores privados; parente de Trump demonstra interesse

Fifa Apresenta Novo Plano Comercial

A Fifa apresentou, nesta terça-feira, dia 28, um plano que visa abrir parte de sua área comercial para investidores privados. Esta iniciativa gerou uma resposta imediata da Uefa, que classificou a proposta como uma ameaça à governança do futebol mundial. Segundo informações do jornal britânico The Times, o plano consiste na criação de uma nova empresa que será responsável pela administração dos direitos comerciais e operacionais das principais competições organizadas pela entidade, incluindo a Copa do Mundo.

Criação da Fifa Forward Enterprise

A nova companhia, que recebeu o nome de Fifa Forward Enterprise (FFE), terá como foco a concentração dos ativos comerciais dos torneios da Fifa. A entidade tem a intenção de vender até 20% da participação da empresa a investidores estratégicos, enquanto manterá a maior parte do controle e o poder de decisão sobre a mesma. De acordo com a Fifa, o objetivo principal dessa manobra é ampliar a capacidade de investimento no desenvolvimento do futebol, além de aumentar os repasses financeiros às associações nacionais.



Potencial de Levantamento de Recursos

Conforme o plano apresentado, a operação pode levantar aproximadamente 4,2 bilhões de dólares, o que equivale a cerca de 21,5 bilhões de reais. A Fifa afirma que esses recursos permitirão um aumento significativo nos investimentos destinados às suas 211 federações filiadas no próximo ciclo financeiro. Contudo, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Conselho da entidade e pelas associações nacionais. Para que seja aprovada, a proposta requer a maioria dos votos dos filiados.

Relação com Investidores Privados

Um ponto que chama a atenção nessa nova estratégia da Fifa é a conexão com investidores familiares do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Thrive Eternal, um fundo de investimento administrado por Joshua Kushner, que é irmão do marido de Ivanka Trump, é apontado como o principal investidor interessado pela própria Fifa.

Além disso, segundo informações da agência Reuters, a Fifa está desenvolvendo o projeto em parceria com o banco JPMorgan e com Greg Maffei, que foi presidente da Liberty Media, com o objetivo de atrair potenciais investidores.

Investigação no Congresso dos EUA

Nesta terça-feira, dia 18, a Fifa tornou-se alvo de uma investigação no Congresso dos Estados Unidos, após parlamentares levantarem questões sobre a relação entre o presidente da entidade, Gianni Infantino, e o presidente americano, Donald Trump. O deputado democrata Jamie Raskin solicitou uma série de documentos à Fifa e prometeu convocar o dirigente para prestar esclarecimentos sobre possíveis favorecimentos políticos e financeiros que poderiam envolver a Casa Branca.

Reação da Uefa

A Uefa reagiu de maneira contundente ao anúncio da Fifa. Em um comunicado oficial, a entidade afirmou que a iniciativa “cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar”. Além disso, a Uefa criticou a falta de transparência sobre quem será beneficiado financeiramente pela negociação.

“A Uefa leva este assunto extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governantes e todos os que se preocupam com o futuro do jogo. A alma e a administração do futebol não podem ser negociados, especialmente quando não existe transparência sobre quem se beneficia financeiramente. Ninguém é dono do futebol. Assim, não cabe à Fifa vendê-lo”, informou um trecho do comunicado da Uefa, que foi publicado em suas redes sociais.

Disputa Política entre Fifa e Uefa

A proposta da Fifa também reacende a disputa política existente entre a Fifa e a Uefa em relação ao controle do futebol mundial. A confederação europeia está avaliando que a entrada de capital privado pode ampliar a influência de interesses comerciais nas decisões relacionadas à modalidade. Por outro lado, a Fifa defende que a participação dos investidores será apenas minoritária, sem que haja interferência na gestão esportiva da organização.

Conclusão

O cenário em torno da proposta da Fifa e a resposta da Uefa destaca as tensões atuais entre as entidades que governam o futebol mundial. O desenrolar dessa situação poderá ter impactos significativos nas estruturas de governança e nas relações comerciais no esporte.

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