Presidente da FIFA sugere que críticos reflitam e façam orações

Resposta de Infantino às Críticas

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, utilizou as redes sociais para rebater as críticas direcionadas à Copa do Mundo de 2026. Em uma carta aberta, Infantino destacou que o futebol deve atuar como um meio de união entre as pessoas. Ele também acusou alguns críticos de disseminar informações enganosas sobre a competição.

“Para aqueles que gastam seu tempo e energia nos odiando, por favor, reservem um momento para refletir, meditar, orar ou assistir a uma partida de futebol e observar atentamente os rostos, os olhos, as emoções”, enfatizou o dirigente.

Além disso, ele afirmou: “Aos que, por trás de suas canetas e papéis, ou atrás de suas telas, espalham ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem aí, nós, na FIFA, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo.”

Questões Disciplinar e Intervenção Política

A divulgação da carta de Infantino ocorreu em um contexto em que surgiram questionamentos sobre a forma como a FIFA tratou o caso disciplinar do jogador Folarin Balogun. A entidade decidiu suspender a aplicação automática da punição de um jogo após a expulsão do atleta em uma partida contra a Bósnia e Herzegovina. Essa decisão foi influenciada pela intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na situação.

“Cartões vermelhos ou amarelos potencialmente equivocados, ou decisões posteriores de não suspender jogadores em determinadas situações, são algo rotineiro e amplamente aceito em algumas das maiores ligas do mundo”, comentou Infantino.

Ele ainda destacou a curiosidade de que “justamente os países que adotam essas práticas sejam os que mais as criticam.”

A Participação de Países em Conflito

Infantino também mencionou que a participação de países que enfrentam tensões políticas e desafios relacionados à saúde pública demonstra a capacidade do futebol de superar divisões. O caso do Irã, que participou da Copa do Mundo em meio a tensões com os Estados Unidos, é um exemplo disso. A crise interna no Haiti e o surto de Ebola na República Democrática do Congo também chamaram a atenção para questões relativas à concessão de vistos e restrições de viagem.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para a Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, mesmo possuindo um visto válido.

Concessão de Vistos e Paz através do Futebol

Infantino afirmou que a seleção iraniana conseguiu entrar nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito, pois recebeu vistos para participar do evento. Segundo ele, “o futebol é sobre paz. Não é sobre política. Países que enfrentam sérios problemas de saúde ou outros desafios receberam vistos.”

O presidente da FIFA ressaltou a importância do futebol em levar o Haiti ao mundo, destacando que “um país que muitos não conseguem ou escolhem não visitar” merece respeito. “Talvez seja hora de deixar de lado as canetas e os teclados e demonstrar respeito pelas equipes que entraram em campo”, concluiu Infantino.

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