Torcedores Argentinos Tomam Times Square
Símbolo de uma Nova York vibrante e multicultural, a Times Square se transformou na Avenida Corrientes no último sábado, dia 18 de julho, véspera da final entre Argentina e Espanha, que ocorrerá no domingo, dia 19, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, localizado em Nova Jersey. As bandeiras com a imagem de Diego Maradona se misturaram às luzes dos letreiros do principal ponto turístico de Manhattan. Os torcedores argentinos, em um clima quase religioso, entoavam a canção “Por Malvinas, por Diego, pela última de Leo”, fazendo com que a Big Apple parecesse uma extensão de Buenos Aires. Durante este evento, a equipe de reportagem do Jogada10 questionou que tipo de sacrifício esses seguidores da seleção argentina estariam dispostos a fazer pela conquista da quarta estrela. As respostas foram surpreendentes e revelam a forte conexão que esses "hinchas" têm com a sua seleção.
Relatos dos Torcedores
A seguir, apresentamos os relatos de alguns torcedores argentinos que compartilham suas respostas sobre o que estariam dispostos a fazer pela seleção:
Clarisa Gutiérrez, Mendoza
“Não sei. Desta vez, me pegou forte, hein. Vou pensar aqui. Bem… Daria o meu marido de graça a outra pessoa. Em seguida, beijaria, enfim, o Messi na boca”.
Sergito Contreras, Nova York (EUA)
“Estou disposto a muita coisa pela quarta estrela. Não sei o que te dizer. Me atiro na água mais fria que houver em pleno inverno. Ou então, vou caminhando até Miami”.
Armando Fugazzotto, Mendoza
“De antemão, pinto o cabelo inteiro de azul e branco. Pode me cobrar depois”.
Mateo Fernández, Buenos Aires
“Ótima pergunta. Ficaria completamente nu e chapado”.
Alejandro López, Córdoba
“Já vi Messi campeão no Qatar, em Londres e vou vê-lo, agora, nos Estados Unidos. Fui feliz. Então, faria qualquer coisa. Compraria todas as faixas de campeão possíveis e as colocaria sobre mim”.
Christian Buenavida, Resistência
“Não tomo cerveja por um ano. Tudo bem. Também deixo de tomar vinho, Fernet e o que for. Fico na água e no suco. Viro santo. Tudo pela quarta estrela”.
Gabriel Álves, Buenos Aires
“Faria o desenho desta quarta estrela na cabeça e ainda pintaria o meu cabelo branco de azul”.
Martín Panelo, Las Grutas (Patagônia)
“Qualquer coisa. Tatuaria um rosto gigante do Pelé no peito. Raspar o cabelo, como estão dizendo por aí, é muito pouco”.
Benjamín Santos, Buenos Aires
“Vou de joelhos, daqui, da Times Square, até o Central Park. Ida e volta. Vou gateando, com as quatro patas. Ser contemporâneo e nascer na mesma terra de Messi é uma honra. Qualquer sacrifício é válido”.
Ana Gandulfo, Nova Jersey (EUA)
“Digo às minhas filhas que vou me perder por dois dias”.
Fernando Castro, San Juan
“Farei a tatuagem que o Messi fez na perna dele na minha. E olha que é bem doloroso”.
Gastón Díaz, Rosário
“Firmaria um acordo para que a Argentina nunca mais ganhasse do Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo”.
Presença Massiva de Torcedores
Cerca de dez mil torcedores argentinos estiveram presentes no evento de exaltação da seleção, realizado em um dos cartões postais de Nova York. Muitos deles, inclusive, não possuíam ingressos para a grande decisão da Copa do Mundo, tendo viajado apenas para estar na mesma atmosfera que a seleção. Os preços dos bilhetes para o MetLife variam entre R$ 39 mil e R$ 210 mil, o que é considerado um valor elevado.
A polícia local, por sua vez, não fechou nenhuma via durante a festividade, conseguindo acomodar os torcedores em diferentes partes da calçada. Ao final da celebração, uma tempestade surpreendeu os presentes, mas isso não diminuiu o entusiasmo dos hermanos. Em vez disso, eles começaram a cantar ainda mais alto as músicas que marcaram as Copas do Mundo de 2014, 2018, 2022 e 2026.
Clima Amigável e Provocações
Vale ressaltar que, durante a festa, houve algumas provocações direcionadas ao Brasil e uma leve brincadeira contra os espanhóis, que serão os adversários no final de semana. No entanto, a Inglaterra, que foi derrotada na semifinal desta edição da Copa do Mundo por 2 a 1, continua sendo o principal alvo das provocações dos finalistas da competição.
A celebração ocorreu em um clima de paz e cordialidade, sem registros de incidentes. Muitas famílias estavam presentes, incluindo crianças pequenas, que transitavam tranquilamente. O Jogada10 também encontrou uma brasileira vestindo a camisa da Argentina. Natural de Santos, em São Paulo, Adriana Mandelli, apesar de seu amor pela seleção brasileira, admitiu que a situação atual é diferente.
“Se o Brasil ainda estivesse jogando, meu coração ficaria no meu país. Não tem como! Brasil e Pelé! Mas o Brasil saiu. Então, ficou um espacinho para a Argentina e para o Messi, que eu amo de paixão. Ele tem muita garra. Dessa forma, é um jogador que merece estas glórias. O meu marido, no final das contas, me deixa um pouquinho argentina, sim”, declarou.
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