Novos Desdobramentos no Julgamento pela Morte de Diego Maradona
O julgamento referente à morte do ícone do futebol Diego Maradona teve novos desdobramentos na noite desta quinta-feira, dia 17. Durante o depoimento, Maximiliano Pomargo, que foi assessor pessoal do ex-jogador, declarou que o estado de saúde de Maradona já era considerado crítico aproximadamente um mês antes de seu falecimento. Ele ressaltou que o consumo excessivo de álcool agravou a situação de saúde do atleta e o colocou em um quadro de “queda livre”.
Depoimento de Maximiliano Pomargo
Pomargo, que atuou ao lado de Maradona desde 2016, afirmou que informou o médico Leopoldo Luque sobre a grave condição do ex-jogador. Segundo o depoente, a equipe médica chegou a discutir a possibilidade de uma internação involuntária para tratar a situação do ídolo argentino.
“Ele estava bebendo muito. Não havia solução. Naquele mês, a equipe médica discutiu a possibilidade de interná-lo à força”, declarou Pomargo durante seu depoimento.
Informações sobre a Morte de Maradona
Diego Maradona faleceu no dia 25 de novembro de 2020, em decorrência de problemas cardiorrespiratórios. A causa da morte foi confirmada pela autópsia, que apontou que o ex-jogador morreu devido a um edema agudo de pulmão, associado a uma insuficiência cardíaca crônica.
Exames e Diagnósticos
O assessor também revelou que exames realizados meses antes do falecimento de Maradona mostraram alterações preocupantes no fígado do atleta. Com base nesses resultados, Pomargo sugeriu que Luque utilizasse o diagnóstico como uma forma de convencer Maradona a abandonar o consumo de álcool.
“Quando avisei sobre o inchaço, Luque me respondeu que isso acontecia porque Diego passava muito tempo deitado”, relatou Pomargo, evidenciando a falta de atenção à saúde do jogador.
Depoimento do Psicólogo Carlos Díaz
Durante a mesma audiência, o psicólogo Carlos Díaz também fez seu depoimento. Ele afirmou que apresentou sugestões de tratamento voltadas para combater o alcoolismo de Maradona, mas essas recomendações foram desconsideradas pela equipe médica que acompanhava o ex-jogador.
Processo Judicial
Atualmente, o médico Leopoldo Luque, juntamente com a psiquiatra Agustina Cosachov e outros cinco profissionais de saúde, estão sendo processados por homicídio simples com dolo eventual. A Justiça argentina está investigando se houve negligência no atendimento prestado a Maradona nos dias que antecederam sua morte, o que poderá levar a consequências legais para os envolvidos.
Redes Sociais
Para acompanhar mais conteúdos, siga nossas páginas nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.