Infantino Recebe Denúncia por Não Cumprir a Carta Olímpica
A Copa do Mundo se aproxima de sua grande final, mas o "caso Balogun" continua a gerar complicações para a FIFA. Nesta terça-feira, 14 de novembro, o jornal The New York Times noticiou que a organização de direitos humanos FairSquare apresentou uma denúncia ao Comitê Olímpico Internacional (COI). O documento menciona a atuação do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em favor dos interesses de Donald Trump, com o objetivo de anular a suspensão do atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun.
Princípios da Carta Olímpica
Além da denúncia, a FairSquare cita princípios estabelecidos na Carta Olímpica e no código de ética do COI. A organização enfatiza que a neutralidade política constitui um dos fundamentos essenciais do Movimento Olímpico. Assim, a entidade exige que os dirigentes esportivos respeitem essa diretriz, uma vez que a política não deve interferir nas competições esportivas e na administração do esporte.
Relação entre FIFA e COI
Apesar de a relação entre a FIFA e o COI não ser das mais harmoniosas, Gianni Infantino é membro do quadro de associados do COI desde 2020. Naquela ocasião, Trump admitiu ter solicitado ao presidente da FIFA a revisão da suspensão do atacante Balogun, que foi expulso durante uma partida contra a Bósnia. A intenção era que Balogun pudesse participar da partida das oitavas de final contra a Bélgica.
Decisão do Comitê Disciplinar da FIFA
O The New York Times também informou que apenas um membro do Comitê Disciplinar da FIFA tomou a decisão de suspender a punição de Balogun. O presidente do órgão, Mohamed Al Kamli, conduziu o caso de forma isolada, uma atitude que é considerada inédita em casos disciplinares dessa natureza. Até o momento, a FIFA não forneceu declarações mais detalhadas sobre a decisão que permitiu a revisão da suspensão do jogador.
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