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Falece Antonio Rattín, ícone do Boca Juniors e ex-capitão da seleção argentina, aos 89 anos

por futebolpress
Falece Antonio Rattín, ícone do Boca Juniors e ex-capitão da seleção argentina, aos 89 anos

Morre Antonio Ubaldo Rattín, ídolo do Boca Juniors

Morreu neste sábado (11), aos 89 anos, o ex-jogador Antonio Ubaldo Rattín, reconhecido como um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors e ex-capitão da seleção argentina.

Trajetória no Boca Juniors

Nascido em 16 de maio de 1937, Rattín teve toda a sua carreira profissional no Boca Juniors. Entre as décadas de 1950 e 1970, ele disputou 382 partidas pelo clube, onde marcou 28 gols. Durante seu tempo no Boca, o jogador conquistou quatro títulos nacionais e a Copa da Argentina. Ele também foi vice-campeão da Copa Libertadores em 1963, na final vencida pelo Santos, time que contava com o lendário Pelé em seu elenco.



Homenagens do Boca Juniors

Em nota oficial, o Boca Juniors se referiu a Rattín como um “ídolo e emblema” da instituição, expressando solidariedade aos familiares do ex-jogador. Em 2015, o clube decidiu eternizar a trajetória do ex-capitão ao inaugurar uma estátua em sua homenagem na famosa Bombonera, estádio do Boca Juniors.

Carreira na Seleção Argentina

Rattín defendeu a seleção argentina por cerca de dez anos. Ele participou das Copas do Mundo de 1962, realizadas no Chile, e de 1966, na Inglaterra. No segundo torneio, ele foi designado como capitão da equipe e se tornou parte da história do futebol mundial devido a um dos episódios mais polêmicos da competição.

Polêmica na Copa do Mundo de 1966

Nas quartas de final da Copa do Mundo de 1966, a Argentina enfrentou a anfitriã Inglaterra. Durante a partida, Rattín foi expulso pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que estava no comando da arbitragem em uma época em que os cartões ainda não eram utilizados. Sem entender a decisão, o jogador argentino permaneceu em campo por vários minutos em sinal de protesto. Ao deixar o gramado, ele ainda amassou a bandeira do Reino Unido que estava fixada no escanteio e sentou-se no tapete vermelho reservado à Rainha Elizabeth II. Esse ato provocou a ira da torcida inglesa presente em Wembley.

Esse episódio teve um impacto significativo no futebol, influenciando a criação de uma comunicação universal entre árbitros e jogadores. Além disso, contribuiu para a adoção dos cartões amarelo e vermelho, que foram implementados pela FIFA na Copa do Mundo de 1970, realizada no México.

Carreira após o futebol

Após encerrar sua carreira como jogador, Rattín começou a atuar como treinador. Em 1980, ele assumiu o comando do próprio Boca Juniors. Anos mais tarde, decidiu ingressar na política argentina, exercendo um mandato como deputado nacional entre 2001 e 2005. Posteriormente, ele atuou como vereador no município de Vicente López, localizado na província de Buenos Aires.

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