Haaland causa pesadelos a Marquinhos
O Brasil se despediu da Copa do Mundo novamente para um adversário considerado de segunda linha na Europa. As eliminações anteriores ocorreram em 2018, diante da Bélgica, e em 2022, contra a Croácia. Agora, em 2026, o país foi eliminado pela Noruega. Neste domingo, 5 de julho, o atacante Erling Haaland selou a trajetória da Seleção Brasileira ao marcar o gol decisivo, resultando em 2 a 1 para os nórdicos, nas oitavas de final da competição internacional. Com esse resultado, a Noruega avança para Miami, onde enfrentará o México ou a Inglaterra nas quartas de final.
Guimarães se torna vilão
A Noruega, seguindo a promessa de um estilo de jogo ofensivo, assumiu rapidamente o controle da partida e teve um gol anulado por impedimento. Apesar de não apresentar um desempenho brilhante, o Brasil recebeu um pênalti em uma jogada que parecia improvável. Vini Jr. passou a bola para Bruno Guimarães, que, ao chutar de média distância, facilitou a defesa do goleiro nórdico, Nyland, que leu bem a cobrança e conseguiu espalmar a bola. Apesar do volume de jogo inicial, os vikings não conseguiram converter essa pressão em oportunidades concretas. Somente no final do primeiro tempo, Haaland superou a marcação dupla de Marquinhos e Magalhães, deixando a bola para Odegaard finalizar, mas Alisson conseguiu fechar o ângulo e manteve o placar empatado.
Bruno Guimarães errou ao não converter a penalidade, tornando-se um dos vilões da partida. O volante recuou na hora de finalizar, e o goleiro da Noruega conseguiu defender sua cobrança. A Seleção Brasileira teve dificuldades em suas transições ao ataque e, principalmente, nas tomadas de decisão. No fim do primeiro tempo, houve uma leve melhora no desempenho, com Vini Jr. realizando um chute que foi defendido pelo goleiro adversário. O empate em 0 a 0 refletiu o que foi a primeira etapa do jogo.
Haaland decide a partida
A Noruega, ao manter a bola sob controle, entendeu que essa era a melhor estratégia para se defender, especialmente considerando o calor intenso do verão norte-americano. No entanto, a equipe apresentou diversas fragilidades defensivas. Um momento crucial ocorreu quando Vini Jr. fez uma excelente assistência para Endrick, que havia acabado de entrar em campo. O jovem atacante, porém, ao ficar sozinho frente ao goleiro, acabou errando o alvo e finalizou para fora. Outro jogador, Rayan, também teve uma oportunidade, mas viu seu chute ser defendido por Nyland.
Haaland teve uma das melhores exibições de sua carreira durante esta partida. Naquela fase do jogo, o técnico Carlo Ancelotti decidiu apostar em Neymar, na tentativa de que o craque do Santos tivesse uma despedida digna, mas o protagonismo da partida estava claramente com outro jogador. A Noruega conseguiu superar a pressão que o Brasil impôs, controlando o jogo até encontrar sua jogada-chave. Um cruzamento na área foi o suficiente para que Haaland, até então pouco ativo, se antecipasse a Magalhães e abrisse o placar no MetLife Stadium. Em seguida, o centroavante recebeu a bola com liberdade, ajeitou, e, com calma, ampliou a vantagem para 2 a 0.
No final da partida, Neymar conseguiu marcar um gol de pênalti, mas antes disso, teve uma discussão com o goleiro adversário que foi considerada desnecessária. O gol foi anotado, mas não havia tempo para mais nada. A Noruega fez história ao vencer o Brasil, enquanto a Seleção Brasileira enfrentou um vexame sob a direção do técnico Carlo Ancelotti.
Detalhes do Jogo
Brasil 1 x 2 Noruega
Copa do Mundo – Oitavas de Final
Data e hora: 5 de julho de 2026 (domingo), às 17h (horário de Brasília)
Local: MetLife Stadium, em Nova York (EUA)
Gols:
- Haaland, 34’ do segundo tempo (0-1)
- Haaland, 44’ do segundo tempo (0-2)
- Neymar, 54’ do segundo tempo (1-2)
Escalações:
BRASIL: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Ederson Silva, 34’ do segundo tempo); Gabriel Martinelli (Neymar, 22’ do segundo tempo), Rayan (Danilo Santos, 22’ do segundo tempo), Vini Jr. e Matheus Cunha. Técnico: Carlo Ancelotti.
NORUEGA: Nyland; Ajer, Wolfe e Heggem; Berg, Odegaard, Berge e Ryerson (Aursnes, 18’ do segundo tempo); Sorloth (Bobb, intervalo), Haaland e Nusa (Schjelderup, intervalo). Técnico: Stale Solbakken.
Árbitro: Ismail Elfath (EUA)
Assistentes: Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA)
VAR: Tatiana Guzman (NIC)
Cartão Amarelo: Não houve
Cartão Vermelho: Não houve
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