Paraguai Enfrenta a França Novamente nas Oitavas de Final
Surpresa das oitavas de final, a seleção do Paraguai se prepara para desafiar a França mais uma vez nesta fase de uma Copa do Mundo. Apesar de manter a mesma estratégia defensiva que empregou em competições anteriores, a geração atual de jogadores apresenta números bastante distintos em relação à equipe que participou do torneio em 1998. A fama de fair play, que antes caracterizava o time, foi deixada para trás, e agora os paraguaios se destacam como a equipe mais indisciplinada da competição, acumulando um total de dez cartões até o momento.
Expectativas para o Jogo
Quando a bola rolar na Filadélfia, às 18h, o cenário esperado é que os franceses tenham a posse de bola, enquanto os paraguaios adotarão uma abordagem mais agressiva, tentando interromper o jogo o máximo possível. Um dos prováveis titulares, Barcola, já se manifestou sobre a expectativa de enfrentar uma defesa dura, afirmando que está preparado para "apanhar" dos zagueiros adversários.
“É uma equipe que defende muito. Eles vão distribuir muitas pancadas. Mas também é um time que gosta de jogar futebol. Vimos isso contra a Alemanha. Sabemos que será difícil, mas, pessoalmente, estou habituado a isso na Ligue 1 (na França). Teremos que encontrar soluções”, analisou o jogador, ressaltando a necessidade de se adaptar ao estilo de jogo do Paraguai.
A Defesa do Paraguai em 1998
Carlos Gamarra, ídolo do Corinthians, chegou à Copa do Mundo de 1998 na França com grande moral. Naquele torneio, a defesa paraguaia era considerada uma das mais fortes do mundo e contava com jogadores renomados como Chilavert, Arce, Ayala e Sarabia. Gamarra, em particular, teve um desempenho notável, passando pelo Mundial sem cometer nenhuma falta, estabelecendo um recorde que perdura até hoje. Seu companheiro Ayala, por outro lado, cometeu quatro infrações em quatro partidas. Com esse desempenho defensivo, a equipe paraguaia foi vazada apenas pelos anfitriões, e isso aconteceu mais de 100 minutos após o início do jogo, durante a prorrogação, com um gol de Blanc.
Desempenho em 2002
Na Copa do Mundo de 2002, o Paraguai manteve uma estratégia semelhante, com uma defesa sólida que não apelava para faltas duras. No entanto, a equipe foi eliminada na mesma fase, desta vez para a Alemanha, que marcou um gol decisivo no final da partida. A geração de jogadores já mostrava sinais de envelhecimento e, nesse torneio, a defesa foi vazada um total de sete vezes em quatro jogos.
A Chegada de Gustavo Alfaro
No decorrer das últimas Eliminatórias, a seleção paraguaia enfrentou dificuldades e ficou fora da zona de classificação. A situação começou a mudar com a chegada do técnico Gustavo Alfaro, que foi fundamental para organizar a equipe. Sob sua direção, o Paraguai conseguiu vitórias significativas contra Brasil e Argentina, alcançando um aproveitamento superior a 70% nos pontos disputados.
Gustavo Gómez, jogador do Palmeiras, é considerado a peça-chave do sistema defensivo de Alfaro. Ele recebeu um cartão amarelo logo em sua estreia, que ocorreu na derrota para os Estados Unidos. Os paraguaios, até o momento, acumularam dez advertências, tornando-se a equipe mais indisciplinada da competição. A média de faltas cometidas pelo time está em 11 por partida. O único cartão vermelho recebido não foi resultado de uma falta violenta, mas sim em conformidade com o protocolo conhecido como Lei Vini Jr., uma medida de combate ao racismo, que levou Almirón a deixar o campo mais cedo.
A Defesa Atual do Paraguai
Além de Gustavo Gómez, a defesa paraguaia conta com outros jogadores como Juan Cáceres, Omar Alderete e Junior Alonso. Nos últimos três jogos, a equipe se recuperou da goleada sofrida para os anfitriões e, na segunda fase, sofreu apenas um gol, que foi marcado pela seleção da Alemanha. O comprometimento e a organização tática do Paraguai são considerados os principais trunfos para desafiar a paciência da equipe francesa.
Possibilidade de Igualar a Melhor Campanha
Caso a seleção paraguaia consiga alcançar mais uma façanha e elimine outro time europeu, igualará sua melhor campanha em Copas do Mundo. A geração de 2010 é a única que conseguiu chegar às quartas de final do torneio. Esse time era composto por jogadores de destaque, como o goleiro Villar, que estava em grande forma, Paulo da Silva, Cáceres e o artilheiro Roque Santa Cruz. O técnico daquela época era Tata Martino, que posteriormente se transferiu para o Barcelona, onde trabalhou ao lado de Messi e Neymar.
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