Dívida do Santos ultrapassa R$ 1 bilhão
Um relatório elaborado pelo Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube revelou que a dívida total do clube ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão ao final do primeiro trimestre de 2026. O documento, que será apresentado ao Conselho Deliberativo na próxima terça-feira, dia 23, indica um passivo total de R$ 1,094 bilhão. Apesar do montante elevado, o relatório destaca que o valor está abaixo da projeção orçamentária estabelecida para o período. Essa informação foi divulgada pelo portal “ge”.
Balanço financeiro e obrigações trabalhistas
O balanço financeiro referente ao primeiro trimestre ficará disponível para os conselheiros apenas para apreciação, sem previsão de votação. De acordo com as informações contidas no relatório, houve um crescimento significativo nas obrigações trabalhistas do clube, que aumentaram de R$ 37.706.000 para R$ 68.810.000. Além disso, as despesas relacionadas a direitos de imagem também apresentaram um aumento expressivo, saltando de R$ 25.970.000 para R$ 50.867.000.
Aumento da folha salarial
A folha salarial do elenco profissional do Santos também sofreu um aumento. O custo mensal com os jogadores passou de R$ 21,9 milhões, em outubro do ano anterior, para R$ 29,6 milhões em março deste ano.
Fatores que contribuíram para a elevação da dívida
Ainda conforme o relatório, a elevação dos valores da dívida do clube é atribuída à contratação de novos atletas, bem como à valorização do elenco, fatores que contribuíram para o aumento do ativo intangível do Santos.
Necessidade de controle financeiro
O Conselho Fiscal reafirma que, apesar do crescimento das dívidas, as contas do clube permanecem dentro do orçamento aprovado para o ano de 2026. Entretanto, o órgão enfatiza a necessidade de adotar uma política de austeridade e controle rigoroso na criação de novas dívidas. Além disso, alerta para os atrasos que foram registrados no pagamento de salários e direitos de imagem dos jogadores durante os primeiros meses da temporada.
“Embora as sugestões deste conselho permaneçam voltadas para a equalização de custos e despesas, destaca-se a importância de manter a austeridade e o controle na contenção de novas dívidas e na renegociação das antigas, mesmo diante de variáveis externas que possam alterar o cenário planejado”, afirmou o Conselho Fiscal.
