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Desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 2014: Uma Análise Completa

por futebolpress
Desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 2014: Uma Análise Completa

O Vexame do Brasil na Copa do Mundo de 2014

Depois de 64 anos, o Brasil voltou a sediar uma edição da Copa do Mundo, o que gerou um clima de festa e euforia em todo o país. No entanto, os resultados iniciais do ciclo da Seleção Brasileira trouxeram apreensão e levaram a mudanças na equipe. Um ano antes do torneio, durante a Copa das Confederações, houve uma renovação do ânimo, mas ninguém previa que a festa se transformaria no maior vexame da história das Copas do Mundo.

Preparação e Mudanças na Seleção

A preparação para a Copa do Mundo no Brasil começou logo após a eliminação da Seleção em 2010. Dunga foi demitido assim que retornou ao país, e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou a busca por um novo técnico. O primeiro nome cogitado foi o de Muricy Ramalho, que havia conquistado o Campeonato Brasileiro três vezes consecutivas com o São Paulo. Contudo, a negociação não avançou com o Fluminense, clube em que ele estava na época, e a escolha recaiu sobre Mano Menezes, técnico do Corinthians desde 2007, conhecido por seu trabalho sólido.



Mano fez sua primeira convocação cerca de 20 dias após a eliminação em 2010, incluindo novos talentos como Neymar e Ganso. Entretanto, o desempenho da Seleção foi insatisfatório. Na Copa América, o Brasil foi eliminado nas quartas de final pelo Paraguai em uma disputa de pênaltis. Em amistosos, a equipe não conseguiu vencer adversários tradicionais como Argentina, Alemanha e França.

Nas Olimpíadas, Mano levou o Brasil à final, mas a equipe foi derrotada pelo México. A pressão sobre o técnico aumentou e, no final de 2012, ele aceitou a ordem da CBF de convocar Diego Cavalleri e Fred para a disputa do Super Clássico das Américas contra a Argentina. A vitória veio apenas nos pênaltis, o que resultou no fim de sua passagem pela Seleção.

A Copa das Confederações e a Volta de Scolari

Atendendo ao clamor popular e sugestões de dirigentes, a CBF trouxe Luiz Felipe Scolari de volta ao comando da Seleção, com Carlos Alberto Parreira como auxiliar. O início do trabalho foi complicado, com apenas uma vitória contra a Bolívia, composta somente por jogadores locais. Contudo, a situação mudou durante a Copa das Confederações. Mesmo enfrentando dificuldades, o Brasil chegou à semifinal, onde enfrentou a Espanha, atual campeã do mundo. Em uma partida memorável no Maracanã, o Brasil venceu por 3 a 0, animando a torcida para o Mundial do ano seguinte.

Após essa conquista, a Seleção venceu todos os dez amistosos preparatórios para a Copa do Mundo. Na convocação final, Scolari optou por deixar de fora jogadores experientes como Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho, o que não gerou grande clamor popular. As principais críticas foram direcionadas à ausência do zagueiro Miranda e do lateral-esquerdo Filipe Luís, que se destacaram no Atlético de Madrid, além da polêmica naturalização do atacante Diego Costa, que decidiu defender a Espanha. No total, Scolari convocou apenas cinco jogadores que estiveram na Copa de 2010: Júlio César, Daniel Alves, Maicon, Thiago Silva e Ramires, enquanto Fred foi ao seu segundo Mundial.

Fase de Grupos

Na primeira rodada, o Brasil enfrentou a Croácia em São Paulo, repetindo a estreia de 2006. O jogo começou mal, com Marcelo marcando um gol contra logo no início. No entanto, Neymar conseguiu empatar ainda no primeiro tempo, e na segunda etapa, um pênalti cometido por Lovren em Fred resultou na virada, com Neymar convertendo a cobrança. Nos acréscimos, Oscar fechou o placar em 3 a 1.

No segundo jogo, contra o México em Fortaleza, a Seleção não contou com Hulk, poupado por Scolari. A partida ficou marcada pela excelente atuação do goleiro mexicano Guillermo Ochoa, que fez quatro defesas importantes, garantindo o empate sem gols.

Para finalizar a fase de grupos, o Brasil enfrentou Camarões em Brasília. Neymar abriu o placar após um cruzamento de Luiz Gustavo, mas Matip empatou em seguida. Ainda no primeiro tempo, Neymar marcou novamente e, após o intervalo, Fred e Fernandinho ampliaram a vantagem, resultando em uma vitória por 4 a 1. Apesar do resultado, a atuação do Brasil foi criticada pela dependência de Neymar e pela falta de construção no meio de campo.

Drama nas Oitavas de Final

Nas oitavas de final, o Brasil enfrentou o Chile em um jogo que começou com um gol de David Luiz, após um escanteio. Porém, a defesa brasileira cometeu erros, permitindo que Alexis Sánchez empatasse ainda na primeira etapa. O Brasil teve um gol anulado e Júlio César fez defesas cruciais para evitar a virada chilena. A partida foi para a prorrogação, onde o Chile quase virou o jogo, mas a decisão foi para os pênaltis.

Durante as cobranças, Thiago Silva, visivelmente emocionado, sentou-se em cima da bola. David Luiz converteu a primeira cobrança, enquanto Júlio César defendeu um pênalti de Pinilla. Willian desperdiçou sua cobrança, mas o goleiro brasileiro brilhou novamente ao defender o chute de Alexis Sánchez. Após uma sequência de acertos e erros, Jara acertou a trave, garantindo a classificação do Brasil.

Vaga na Semifinal e Lesão de Neymar

Com a classificação nas oitavas, o Brasil enfrentou a Colômbia nas quartas de final. Thiago Silva abriu o placar com um gol de cabeça em um escanteio, e David Luiz ampliou com um belo gol de falta. Nos minutos finais, Júlio César fez uma falta em Bacca, resultando em um pênalti convertido por James Rodríguez. O jogo, no entanto, ficou marcado pela lesão de Neymar, que sofreu uma fratura na vértebra após uma entrada de Zuniga, ficando fora do restante do torneio. Thiago Silva também foi suspenso, recebendo o segundo cartão amarelo.

O Fatídico 7 a 1

Na semifinal, o Brasil enfrentou a Alemanha. Sem Neymar e Thiago Silva, a Seleção tentava focar no retrospecto positivo contra os alemães. No entanto, logo aos 11 minutos, Thomas Müller abriu o placar. Miroslav Klose fez o segundo gol, tornando-se o maior artilheiro em Copas do Mundo. Nos minutos seguintes, Toni Kroos e Khedira ampliaram o marcador, e o Brasil enfrentou uma das maiores humilhações de sua história dentro de casa. A Alemanha ampliou a vantagem com dois gols de André Schürrle. Oscar ainda descontou, mas o jogo terminou em 7 a 1, um resultado que ficou marcado como um dos maiores vexames da Seleção.

Repercussões e Últimos Jogos

Após a derrota, a comissão técnica enfrentou críticas severas, especialmente após uma coletiva em que Carlos Alberto Parreira leu uma carta de apoio de uma torcedora chamada “Dona Lúcia”. O episódio rapidamente se tornou motivo de piadas na mídia. O Brasil ainda disputou o terceiro lugar contra a Holanda, perdendo por 3 a 0, com gols de Van Persie, Blind e Wijnaldum. A Seleção se despediu da Copa do Mundo com um total de dez gols sofridos em dois jogos, deixando lições para o futuro.

A situação brasileira na Copa de 2014 foi atenuada pelo fato de a Alemanha vencer a Argentina na final, evitando uma festa dos rivais no Maracanã.

Jogadores Convocados

Goleiros:

  • Júlio César – Toronto FC (CAN)
  • Jefferson – Botafogo
  • Victor – Atlético Mineiro

Laterais:

  • Daniel Alves – Barcelona (ESP)
  • Maicon – Roma (ITA)
  • Marcelo – Real Madrid (ESP)
  • Maxwell – PSG (FRA)

Zagueiros:

  • Thiago Silva – PSG (FRA)
  • David Luiz – Chelsea (ING)
  • Dante – Bayern de Munique (ALE)
  • Henrique – Napoli (ITA)

Meias:

  • Fernandinho – Manchester City (ING)
  • Luiz Gustavo – Bayern de Munique (ALE)
  • Paulinho – Tottenham (ING)
  • Hernanes – Juventus (ITA)
  • Ramires – Chelsea (ING)
  • Oscar – Chelsea (ING)
  • Willian – Chelsea (ING)

Atacantes:

  • Neymar – Barcelona (ESP)
  • Fred – Fluminense
  • Hulk – Zenit (RUS)
  • Bernard – Shakhtar Donetsk (UCR)
  • Jô – Atlético Mineiro

Ficha Técnica

  • Campeã: Alemanha
  • Vice-campeã: Argentina
  • Final: Alemanha 1 x 0 Argentina
  • Artilheiros: James Rodríguez – seis gols
  • Colocação do Brasil: 4º lugar (eliminado na semifinal)
  • Artilheiro do Brasil: Neymar – quatro gols
  • Resultados do Brasil:
    • Brasil 3
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