Brasil supera os EUA com virada rápida em reencontro na Neo Química Arena

Brasil vence os Estados Unidos de virada na Neo Química Arena

O reencontro entre Brasil e Estados Unidos proporcionou um espetáculo que cumpriu todas as expectativas: um gol relâmpago, uma virada em apenas três minutos e uma intensa disputa em campo. Com uma atuação madura, a Seleção Brasileira superou suas adversárias por 2 a 1, na Neo Química Arena, em São Paulo, dando início ao primeiro amistoso de preparação para a Copa do Mundo de 2027 entre as duas seleções.

Resultados e Histórico

Essa virada representa a quinta vitória da equipe comandada por Arthur Elias em sete partidas realizadas ao longo de 2026. A Seleção Brasileira ainda não registrou empates neste ano. Além disso, o amistoso marcou o primeiro confronto entre as equipes durante a preparação para o Mundial, que será realizado no Brasil. O próximo jogo está agendado para terça-feira, 9 de maio, às 21h30.

O triunfo também quebrou um tabu, uma vez que a Seleção não vencia as americanas em duas ocasiões consecutivas desde 2007. Com essa vitória, a equipe soma agora duas vitórias e três derrotas contra os EUA sob a orientação de Arthur Elias.

Intensidade na Neo Química Arena

O primeiro tempo na Neo Química Arena foi repleto de intensidade, drama e uma virada impressionante, que foi construída antes dos 15 minutos de jogo. Apesar de iniciar a partida de forma desatenta, o Brasil pagou caro por um apagão inicial. Sophia Wilson, jogadora americana, precisou de menos de um minuto para abrir o placar, marcando um gol com um chute rasteiro no canto direito da goleira defendida por Lelê.

O grande mérito da equipe de Arthur Elias foi a maturidade demonstrada ao absorver esse golpe inicial. Em vez de recuar após o gol adversário, a Seleção Brasileira adiantou suas linhas e passou a sufocar a saída de bola das adversárias, explorando a velocidade nas jogadas pelas laterais. Essa postura agressiva trouxe resultados aos 10 minutos, quando Tainá Maranhão recebeu um excelente cruzamento de Isabela e, com um cabeceio preciso, empatou a partida em São Paulo.

A rápida resposta do Brasil desestabilizou a estratégia montada pela técnica Emma Hayes e deixou os Estados Unidos ainda mais pressionados. Sentindo o momento favorável, a Seleção Brasileira manteve a intensidade e garantiu a virada três minutos após o empate, aos 13 minutos. Bia Zaneratto, que se destacou ao longo da partida, fez uma arrancada pela lateral, invadiu a área, tabelou com Dudinha e finalizou rasteiro, colocando a bola no fundo das redes da goleira defendida por McGlynn.

Mudança de Cenário Após a Virada

Após a virada, o cenário da partida mudou consideravelmente, e o jogo se transformou em um verdadeiro xadrez estratégico. Embora as americanas tenham terminado a primeira etapa com um ligeiro domínio na posse de bola (52% contra 48%), o volume de jogo da Seleção Brasileira se sobressaiu. A equipe brasileira manteve uma pressão alta eficiente e finalizou a gol seis vezes, enquanto as adversárias tentaram explorar as oportunidades de contra-ataque.

Retorno das Americanas

Com um gol a menos no placar, as norte-americanas retornaram para o segundo tempo com uma postura totalmente diferente. Os Estados Unidos passaram a se movimentar de forma mais intensa em campo, o que resultou em uma boa defesa da goleira Lelê e uma bola que atingiu o travessão aos 10 minutos do segundo tempo. Nos primeiros 15 minutos dessa etapa, a Seleção Brasileira enfrentou muitas dificuldades para ultrapassar o meio de campo.

A Seleção deu claros sinais de cansaço físico e, mesmo com as substituições realizadas, não conseguiu impor o mesmo ritmo que havia demonstrado na etapa inicial. A equipe começou a oferecer mais espaços para as americanas, que começaram a criar oportunidades de gol e até emplacaram uma sequência de ataques, embora sem efetividade nas finalizações.

Os sinais de exaustão, em decorrência da marcação individual que exige muito das jogadoras, impactaram diretamente o ritmo da Seleção Brasileira. Um alerta importante surgiu quando a goleira Lelê deixou o campo aos 34 minutos do segundo tempo, apresentando claros sinais de desgaste.

Detalhes da Partida

Brasil 2 x 1 Estados Unidos
Amistoso Internacional (Feminino)
Data e horário: 06/05/2026, 18h30 (horário de Brasília)
Local: Neo Química Arena, São Paulo (SP)
Público: 31.336 torcedores
Renda: R$ 1.689.402,50
Gols: Wilson, 1’/1ºT (0-1); Tainá Maranhão, 10’/1ºT (1-1); Bia Zaneratto, 13’/1ºT (2-1)

Escalações:
Brasil: Lelê (Lorena, 35’/2ºT); Isa Haas, Mariza, Thais Ferreira (Rafaelle, 35’/2ºT) e Isabela; Duda Sampaio, Angelina (Vitória Yaya, 22’/2ºT) e Kerolin (Aline Gomes, 35’/2ºT). Dudinha (Amanda Gutierres, 46’/2ºT), Tainá Maranhão (Ludmila, 22’/2ºT) e Bia Zaneratto (Gio Garbelini, 35’/2ºT). Técnico: Arthur Elias.

Estados Unidos: McGlynn; Fox, Davidson, Sonnett e Gisele Thompson (Patterson, 0’/2ºT); Hutton (Shaw, 43’/2ºT), Yohannes (Lavelle, 33’/2ºT) e Heaps; Rodman (Sears, 42’/2ºT), Wilson (Sentnor, 33’/2ºT) e Aly Thompson (Cooper, 0/2ºT). Técnica: Emma Hayes.

Árbitra: María Eugenia Gilsoriano (Espanha)
Assistentes: Silvia Fernandez Perez (Espanha) e Rocío Puente Pino (Espanha)
VAR: Paula Cebollada Lopez (Espanha)
Cartões amarelos: Tainá Maranhão, Gio Garbelini, Lorena e Arthur Elias (BRA); Rodman (EUA).

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