Guto Ferreira questiona “demissão política” de Filipe Luís no Flamengo e defende igualdade entre Brasil e Europa

Guto Ferreira e a Trajetória de Filipe Luís

Guto Ferreira, que atualmente comanda o Vila Nova e ocupa a vice-liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, vem se consolidando como um dos treinadores mais respeitados do futebol brasileiro. Ao longo de sua carreira, acumulou passagens significativas por diversos clubes, incluindo Coritiba, Sport, Ceará e Remo, onde obteve resultados expressivos e construiu a reputação de especialista em conduzir equipes ao acesso à elite nacional.

Comentários sobre Filipe Luís

Nesta quarta-feira, 3 de outubro, Guto participou do programa “Fala a Fonte” e comentou sobre a trajetória de Filipe Luís, que deixou o comando do Flamengo no início deste ano, mesmo após conquistar títulos importantes, incluindo o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Para Guto, o ex-lateral já mostrava, durante sua carreira como jogador, características que o qualificavam para o sucesso como treinador.

“Um grande jogador, inteligentíssimo, que, durante a carreira, não só jogou, mas buscou também entender a estrutura de treinamento, os motivos de jogar daquela maneira e a tática. Demonstrou ser cara de vanguarda ao chegar no Flamengo ao testar suas ideias da base no profissional e teve resultado imediato”, declarou Guto.

Guto Ferreira também destacou que Filipe Luís foi injustiçado no clube carioca, que é o atual campeão da Libertadores. “Foi para a França para treinar o Monaco agora por uma questão injusta em termos de campo; foi algo político que aconteceu. Dentro de campo não tem o que falar dele, por mais que seja o Flamengo. Torço muito por ele. Se nós aqui temos aceitação do treinador europeu, por que eles lá não terão aceitação a nós? Torço para que ele consiga realizar, e ele tem competência para isso, um trabalho do nível que ele realizou no Flamengo, pois isso vai trabalhar para melhorar a visão sobre o treinador brasileiro, que, na minha concepção, não deve nada para ninguém”, continuou Guto.

A Necessidade de Valorização Interna

Durante a entrevista, Guto também discutiu a crescente presença de treinadores estrangeiros no Brasil e defendeu uma equivalência de critérios. Ele apontou que, enquanto os treinadores brasileiros precisam de licenças específicas para trabalhar na Europa, o acesso no Brasil é mais aberto. Guto ressaltou a qualidade dos profissionais nacionais e a necessidade de valorização interna.

“Começando sobre a Licença, ela não é só totalmente injusta, e não sei quem controla e por que não controla dentro da CBF, porque a nível de Conmebol é controlada. Por que não se dá equivalência aqui? Há treinadores que chegam aqui sem a licença e conseguem autorização para trabalhar, e nem sempre são melhores que os brasileiros. A sequência dos trabalhos tem mostrado isso. Em qualquer lugar, não é questão de nacionalidade, mas sim da competência do treinador”, afirmou.

O Futuro do Vila Nova

Atualmente, a Série A do Campeonato Brasileiro está paralisada em razão da Copa do Mundo, enquanto a Série B segue em andamento. O Vila Nova, sob a direção de Guto Ferreira, volta a campo na próxima segunda-feira, 8 de outubro, em um confronto contra o Botafogo-SP.

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