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Brasil vence Panamá com titulares no primeiro tempo e reservas no segundo.

por futebolpress
Brasil vence Panamá com titulares no primeiro tempo e reservas no segundo.

Brasil goleia Panamá em amistoso no Maracanã

O Brasil venceu o Panamá por 6 a 2 neste domingo, 31 de maio, em partida realizada no Estádio do Maracanã. Este foi o último compromisso da seleção brasileira em solo nacional antes da viagem para os Estados Unidos, onde participará da Copa do Mundo. O jogo contou com a presença de mais de 72 mil torcedores, que assistiram a uma partida com duas formações distintas. O técnico Carlo Ancelotti escalou os titulares para o primeiro tempo e promoveu a troca de dez dos 11 jogadores no intervalo, mantendo apenas Léo Pereira em campo. Na primeira etapa, o Brasil terminou com 2 a 1, tendo Vini Jr como destaque: ele marcou o primeiro gol logo aos um minuto de jogo, criou jogadas importantes e participou da construção do segundo gol, anotado por Casemiro. O empate do Panamá aconteceu em uma falta cobrada por Murillo.

Reservas entram em campo com intensidade

No segundo tempo, os jogadores reservas demonstraram um desempenho muito mais intenso e dominaram a partida, anotando quatro gols, sendo eles de Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos, enquanto Harley descontou para o Panamá no final do jogo. O resultado provavelmente deixará Ancelotti refletindo sobre as opções que tem à sua disposição. Afinal, os jogadores que iniciaram o segundo tempo foram bastante eficientes, ao passo que os titulares, excluindo Vini Jr e, em parte, Wesley, não apresentaram um desempenho tão convincente. Essa situação levanta a questão sobre qual formação o técnico deve adotar na Copa do Mundo.



Titulares no primeiro tempo: 2 a 1

O Brasil iniciou a partida de forma promissora. Logo no primeiro minuto, Casemiro recuperou uma bola e passou para Vini Jr, que avançou e chutou de fora da área, abrindo o placar e causando euforia entre os torcedores presentes no Maracanã. Nos primeiros dez minutos, Vini finalizou duas vezes com perigo, mas Moquera, o goleiro do Panamá, fez boas defesas. Contudo, a defesa brasileira cometeu alguns erros na saída de bola. Em uma dessas falhas, Léo Pereira quase entregou um gol ao adversário.

Aos 13 minutos, em uma jogada em que a defesa brasileira não conseguiu se desvencilhar da marcação, Casemiro fez um passe para Bárcenas, que sofreu uma falta próxima à área de Bruno Guimarães. Murillo cobrou a falta, que desviou em Matheus Cunha, que estava na barreira. Alisson, que se recuperava de uma lesão e estava sem muita explosão, não conseguiu chegar a tempo e o jogo ficou empatado.

A torcida tentava animar a equipe enquanto o Brasil partia para o ataque, mas Matheus Cunha não conseguia se desvencilhar da marcação, e Luiz Henrique e Raphinha estavam fora de sintonia com a partida. Assim, os ataques brasileiros eram majoritariamente realizados por Vini pela esquerda, com raras participações do lateral Wesley pela direita. O Panamá chegou a quase virar o jogo com um chute de Ismael Díaz.

Com o jogo fluindo melhor pela ala esquerda, o Brasil encontrou o caminho do segundo gol. Em mais uma jogada individual, Vini arriscou outro chute e, no rebote, Casemiro cabeceou para o fundo das redes. Inicialmente, o árbitro apontou impedimento, mas o VAR confirmou a legalidade do gol, fazendo com que o Brasil fosse para o intervalo em vantagem. Porém, não sem levar alguns sustos, já que o Panamá atacava com frequência em cima de Léo Pereira e Alexandre, que estavam inseguros.

Reservas do Brasil mostram serviço

No segundo tempo, Carlo Ancelotti realizou uma mudança significativa, substituindo dez jogadores e mantendo apenas Léo Pereira entre os titulares. Os reservas entraram em campo determinados a mostrar serviço e provar que não eram apenas opções no banco de reservas.

Com uma pressão alta e troca de passes, a equipe atuou com intensidade nos primeiros minutos da segunda etapa. O goleiro Mosquera, sob pressão, tentou sair jogando, mas Igor Thiago chutou de forma desajeitada. A bola sobrou para Rayan, ex-jogador do Vasco e agora no Bournemouth, que aproveitou a oportunidade e tocou por cobertura, aumentando a vantagem para 3 a 1. Esse gol praticamente selou o destino da partida, pois o Panamá não esperava a intensidade demonstrada pelos jogadores reservas.

Aos 14 minutos, após uma excelente troca de passes e uma jogada coletiva, o lateral-esquerdo Douglas Santos conseguiu criar espaço para entrar na área. Danilo Santos e Igor Thiago realizaram uma corta-luz, permitindo que ele finalizasse ao gol. A bola desviou na zaga e entrou. Pouco depois, aos 17 minutos, Igor Thiago sofreu um pênalti cometido por Mosquera. Ele mesmo cobrou e ampliou a vantagem para 5 a 1. A festa estava completa, mas ainda havia tempo para mais um gol em uma jogada coletiva bem elaborada. No final da troca de passes, Paquetá lançou Danilo Santos na área, que girou sobre a marcação e tocou para fazer um belo gol.

Em uma noite repleta de gols bonitos, Harvey, de fora da área, acertou um chute potente para diminuir a diferença no placar.

Detalhes do jogo

Brasil 6 x 2 Panamá
Amistoso
Data: 31 de maio de 2026
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Público: 72.140

Gols:

  • Vini Jr, 1’/1ºT (1-0);
  • Murillo, 13’/1ºT (1-1);
  • Casemiro, 38’/1ºT (2-1);
  • Rayan, 7’/2ºT (3-1);
  • Paquetá, 14’/2ºT (4-1);
  • Igor Thiago, 17’/2ºT (5-1);
  • Danilo Santos, 35’/2ºT (6-1);
  • Harvey, 38’/2ºT (6-2).

Brasil:
Alisson (Ederson, Intervalo), Wesley (Danilo Souza, Intervalo), Bremer (Ibañez, Intervalo), Léo Pereira e Alex Sandro (Douglas Santos, Intervalo); Casemiro (Fabinho, Intervalo) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, Intervalo); Raphinha (Igor Thiago, Intervalo), Luiz Henrique (Lucas Paquetá, Intervalo), Vini Jr (Endrick, Intervalo) e Matheus Cunha (Igor Thiago, Intervalo).
Técnico: Carlo Ancelotti

Panamá:
Mosquera; Murillo (Anderson, 40’/2ºT), Escobar (Ramos, 20’/2ºT), José Córdoba (Fariña, 20’/2ºT) e Andrade (Miller, 20’/2ºT); Harvey (Ynis, 41’/2ºT), Blackman (Davis, 20’/2ºT), José Rodríguez (Thomas Rodríguez, 20’/2ºT) e Bárcenas (Kadir, 20’/2ºT); Ismael Díaz (Martínez, Intervalo) e Waterman (Fajardo, Intervalo).
Técnico: Thomas Christiansen

Árbitro: Daniel Schlager (ALE)
Assistentes: Sven Washitzki-Günther (ALE) e Rafael Foltyn (ALE)
VAR: Robert Schröder (ALE)
Cartões amarelos: Blackman (PAN)

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