Everon, o Herói do Galo
Se a razão dominasse o comportamento de um torcedor atleticano, o Galo não existiria. O raciocínio lógico pode ser útil em diversas situações, mas não para aqueles que enxergam tudo em preto e branco. Antes de aprofundar nas dificuldades enfrentadas pelo time, resta uma pergunta: Ancelotti, o Everson joga bocha ou peteca?
Um Jogo Difícil
Em uma temporada marcada por dificuldades e resultados insatisfatórios, o torcedor atleticano se viu diante de mais um desafio, assistindo ao jogo entre Ceará e Galo, realizado no Castelão. Aqueles que estavam em Fortaleza, em Plutão ou acompanhando pela televisão assistiram a um cenário desolador para o Atlético. Com apenas quatro minutos de jogo, Cissé, uma jovem promessa da base, foi expulso, e a situação se complicou ainda mais.
Em um time que apresentava diversas improvisações, incluindo dois laterais-direitos no banco, Eduardo Dominguez optou por um esquema tático 3-4-2-1, utilizando três zagueiros e colocando Lodi em uma função de ala/meio-campista. Contudo, aos 33 minutos, foi necessário alterar a formação para uma linha defensiva de quatro, com a saída de Román para a entrada de Natanael. Para tentar melhorar a entrega e o fechamento de espaços, Dominguez também substituiu Reinier por Cuello, deixando apenas Cassierra como uma possível opção de ataque.
A Superação do Atlético
Dessa forma, o Atlético, mesmo em uma condição bastante desfavorável, conseguiu se manter na partida até os 86 minutos sem registrar uma única finalização a gol. Entretanto, talvez por um toque de sorte ou até mesmo intervenção divina, e para evitar que a responsabilidade recaísse exclusivamente sobre as categorias de base, Pascini conseguiu realizar o segundo arremate que resultou em um gol, um GALAÇO do jovem de apenas 18 anos, que levou o time da Massa a uma disputa de pênaltis.
A Classificação Inesperada
Na verdade, naquela noite, o torcedor atleticano experimentou a estranha sensação de não conseguir compreender os acontecimentos, muito menos o futebol em si. Era uma daquelas noites em que surge a pergunta: como? Como este time conseguiu se classificar? Como pode alguém que raciocina logicamente se identificar como atleticano?
Essa é a essência do “mundano”, caro leitor. O torcedor atleticano pode ser racional em sua rotina diária, seja no trabalho ou na escola, mas quando se depara com o símbolo do clube, o Olho de Thundera estampado com a sigla CAM, fica hipnotizado. Se não fosse assim, o ATLÉTICO não existiria. Afinal, não há explicação lógica para a classificação que ocorreu no Castelão.
A Realidade do Time
Não se trata de ilusão. É evidente para todos que o time dirigido por Barba ainda não encontrou seu encaixe, que Paulo Bracks carece de uma gestão efetiva, e que o Galo da Massa se apresenta como um time anêmico e pouco competitivo, mesmo com a anestesia emocional que permeia a torcida atleticana. E todos, mesmo que não raciocinem de forma lógica ao torcer pelo Galo, têm plena consciência de que o Atlético está flertando seriamente com a possibilidade de rebaixamento para a Série B. Até os mais fanáticos reconhecem isso.
Mensagens de uma Noite Insólita
Está tudo claro e evidente. As únicas mensagens que restaram de uma noite insólita, marcada por uma classificação surpreendente diante do Ceará, são as seguintes: o Galo parece ter uma conexão direta com Jesus Cristo; a base pode ser a única salvação dessa instituição; e, por último, Everson, que chegou ao clube em 2020 com muitas dúvidas, indicado por Sampaoli, já é considerado um dos maiores goleiros da história do GALO, ao lado do imortal Kafunga.
Everson, um Gigante
A propósito, Ancelotti: o Everson joga peteca ou bocha? Ele é um dos maiores especialistas em defesas de pênaltis do futebol brasileiro, com 22 defesas realizadas pelo Galo, além de contabilizar 149 jogos sem ser vazado. Everson se destaca ao atuar como um goleiro que defende com classe, carregando um time repleto de deficiências nas costas ao longo de anos. Ele também se destaca ao dar assistências com os pés, além de ser um executor de pênaltis e um jogador que desestabiliza emocionalmente os adversários, contribuindo para a classificação de equipes que não apresentam um bom desempenho.
Ô, Ancelotti: o Everson joga bocha ou peteca, meu amigo? Em relação ao Galo, a lição que fica após o jogo de ontem é a seguinte: Everson, Pascini e Jesus Cristo, além da necessidade urgente de MUDANÇAS, Pedro Daniel. A Série B está de olho no Atlético.
Galo, Som, Sol e Sal
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