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Corinthians inicia quitação de RCE, enquanto dívida totaliza R$ 224,9 milhões

por futebolpress
Corinthians inicia quitação de RCE, enquanto dívida totaliza R$ 224,9 milhões

Corinthians inicia pagamento do RCE, mas dívida vai a R$ 224,9 milhões

O Corinthians deu início ao pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE), um mecanismo que foi criado com o objetivo de organizar parte de suas dívidas judiciais. Contudo, o valor total do passivo do clube continua a aumentar. Apesar de ter desembolsado R$ 5,2 milhões nas duas primeiras parcelas, a dívida do Corinthians cresceu de R$ 190,8 milhões para R$ 224,9 milhões, devido à incidência de juros.

Evolução da Dívida

Quando o Corinthians apresentou a lista de credores em abril de 2025, a estimativa da dívida era de R$ 190,8 milhões em processos cíveis que estavam com execuções em andamento. No entanto, em setembro desse mesmo ano, esse montante já havia aumentado para R$ 192,7 milhões. Após a aprovação do plano pela Justiça, ocorrida em janeiro deste ano, o clube começou a cumprir o acordo a partir de março. Nesse momento, a dívida corrigida já havia saltado para R$ 227,9 milhões. Segundo a diretoria financeira do clube, essa diferença foi principalmente em decorrência da atualização dos valores com base na taxa Selic.



Na primeira parcela do pagamento, realizada em março, o Corinthians desembolsou R$ 2,5 milhões, reduzindo o total da dívida para R$ 225,3 milhões. No entanto, os juros voltaram a impactar o saldo em abril, elevando a dívida para R$ 227,6 milhões. Após o pagamento de mais R$ 2,6 milhões, o passivo caiu para os atuais R$ 224,9 milhões.

Débitos em Aberto do Corinthians

O Regime Centralizado de Execuções abrange 32 processos judiciais e inclui 23 credores. Entre os principais credores, destaca-se o empresário Giuliano Bertolucci, que possui cerca de R$ 76,9 milhões a receber. A Bertolucci Assessoria e Propaganda Esportiva também figura na lista, com um montante de R$ 11,4 milhões.

O valor total do plano de pagamento gira em torno de R$ 450 milhões. Dentre esse montante, os cerca de R$ 191 milhões iniciais referem-se a execuções judiciais que já estavam em andamento. O pacote de dívidas abrange débitos com empresários, fornecedores e jogadores, especialmente relacionados a direitos de imagem. Entretanto, as dívidas tributárias e o financiamento da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal não estão incluídos neste acordo.

Condições do Acordo

De acordo com o acordo firmado, o Corinthians terá um prazo de dez anos para quitar os valores devidos. No primeiro ano, 4% das receitas recorrentes do clube serão destinados ao pagamento das dívidas. Esse percentual aumentará para 5% no segundo ano e passará para 6% a partir do terceiro ano.

Internamente, a diretoria do Corinthians considera que o RCE representa um passo significativo para a reorganização das finanças do clube. Além de proporcionar previsibilidade ao fluxo de caixa, esse modelo evita bloqueios judiciais nas contas do Corinthians, um problema que se tornou recorrente nos últimos anos. No entanto, o desafio financeiro permanece imenso, uma vez que a dívida bruta total do Corinthians é estimada em aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

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