Mandatário do Real Madrid nega renúncia, minimiza briga entre Tchouaméni e Valverde e promete enviar dossiê sobre Caso Negreira à Uefa
Crise no Real Madrid
A coletiva de imprensa realizada por Florentino Pérez na terça-feira, 12 de maio de 2026, aprofundou a crise no Real Madrid. O evento, convocado de forma inesperada, recebeu críticas severas dos principais veículos de comunicação esportiva da Espanha. O jornal "Marca", de Madri, destacou a situação com a manchete "Desconcerto", classificando a aparição como "grotesca". Na Catalunha, o "Sport" optou pelo termo "Real grotesco", enquanto o "Mundo Deportivo" descreveu as declarações do presidente do clube como "delirantes".
Minimização da agressão entre jogadores
Durante a coletiva, o presidente surpreendeu ao minimizar a recente agressão entre os jogadores Aurélien Tchouaméni e Federico Valverde, que ocorreu na semana anterior. Em vez de focar na gravidade do incidente, ele direcionou sua indignação para o fato de que a notícia havia vazado do vestiário. Florentino Pérez expressou sua posição da seguinte forma:
"Acho isso muito errado. Acho ainda pior que tenham tornado público. Estou aqui há 26 anos, e em nenhum deles dois ou quatro jogadores não se envolveram em brigas. Mas isso fica dentro do clube. Quem trouxe o assunto à tona está fazendo isso porque está insatisfeito e acha que vai ser demitido. Eles trocam socos e depois viram amigos. O vazamento é pior, acho que é pior. Não é a primeira vez que dois jogadores brigam. Eles brigam toda temporada porque são competitivos. A diferença aqui é que alguém falou sobre isso pela primeira vez, e sabemos quem foi."
Resistência de Florentino Pérez no cargo
Apesar de uma temporada sem conquistas e de derrotas significativas para o rival Barcelona, Florentino Pérez afirmou que não pretende deixar a presidência do Real Madrid. O presidente anunciou novas eleições para o Conselho de Administração, mas assegurou sua permanência no cargo: "Trabalhei desde o ano 2000 para que os donos do clube fossem os sócios, diferente do que acontece em outros clubes. No Madrid não existe um único dono. Foi criada uma situação absurda, provocada por campanhas para gerar uma corrente de opinião contrária aos interesses do Madrid e, especialmente, contra mim. Resolveram agir para tentar me tirar daqui. Mas eu não vou sair. Serei o último dos sócios do Real Madrid a deixar o clube."
Especulações sobre a saúde de Pérez
Em relação a rumores sobre sua saúde, o dirigente foi categórico ao desmentir as alegações de que estaria gravemente doente. "Dizem que eu não existo, que estou doente. Alguns chegaram a dizer que tenho câncer terminal. Aproveito para tranquilizar as pessoas que se preocuparam comigo. Todos os dias sigo presidindo o Real Madrid e também a minha empresa. Minha saúde é perfeita. Preciso vir a público para frear tudo isso, porque não posso admitir, como presidente do Madrid, que existam pessoas nos meios de comunicação tentando se aproveitar porque neste ano não ganhamos La Liga ou a Champions."
Críticas ao rival Barcelona
Florentino Pérez também aproveitou a oportunidade para criticar o maior rival do Real Madrid e questionar a atual situação do clube. "Faz menos de dois anos que ganhei uma La Liga e uma Champions, mas isso já foi esquecido. Agora dizem por aí que o Madrid é uma ruína, um caos. Como pode ser um caos se é o clube mais prestigiado do mundo e isso é reconhecido por todos?"
Ofensiva jurídica contra o Barcelona
Por fim, o presidente confirmou que o Real Madrid está preparando uma ofensiva jurídica contra o Barcelona na Uefa, relacionada às investigações sobre pagamentos à arbitragem. "Há três anos descobrimos que estávamos enfrentando um caso de corrupção sem precedentes na história do futebol mundial. É o maior escândalo da história do futebol. É incompreensível que ainda estejamos vendo árbitros daquela época atuando em uma competição organizada pela La Liga. Estamos preparando um dossiê importante que vamos apresentar imediatamente à UEFA para que ataque o problema pela raiz e resolva um caso que é importante para o bem do futebol mundial, como o chamado Caso Negreira."
