Eagle solicita à Justiça a interrupção do processo de recuperação judicial do Botafogo

Imbróglio da SAF do Botafogo

O impasse em torno da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Botafogo ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, dia 12 de setembro. A empresa Eagle protocolou um pedido na Justiça com o objetivo de suspender o movimento preparatório para a recuperação judicial da SAF do clube carioca. A informação foi divulgada pelo portal "ge".

Alegações da Eagle

A Eagle alega, em um documento apresentado, que a 2ª Vara Empresarial da Capital "reconheceu a existência de uma conexão impossível" e processou a cautelar preparatória "proposta em condições irregulares". A defesa da Eagle tem vínculo com a credora Ares e, por isso, defende que o processo de recuperação judicial deve ser anulado sem que haja uma resolução do mérito.

Além disso, a empresa enfatiza que o pedido foi ajuizado contra a vontade da Eagle, que é a acionista majoritária, e sem a devida autorização em assembleia. Na perspectiva da Eagle, não há urgência que justifique os pedidos feitos pelo Botafogo, nem a antecipação dos efeitos do processo.

Controle e Poderes Políticos

Em um posicionamento mais enfático, a Eagle destaca que, na condição de acionista majoritária, veto o início do processo de recuperação judicial. A empresa menciona em seu documento que a disputa societária, que está sendo tratada no Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), resultou na devolução dos poderes políticos à Eagle.

Críticas a John Textor

Além das questões jurídicas, a Eagle também critica John Textor, afirmando que suas ações visam mantê-la "completamente alijada (afastada) do controle que é seu de direito". Na última segunda-feira, o Tribunal Arbitral declarou que "não há dúvidas quanto à ilegalidade do ajuizamento" da medida cautelar pré-recuperação judicial.

Acusações sobre a SAF Botafogo

Por fim, a defesa da Eagle acusa a SAF do Botafogo de ter protocolado o pedido com a intenção de suspender os direitos políticos da acionista. Além disso, alega que a intenção é manter o quadro de governança de maneira forçada e obter autorização para contratar um financiamento DIP (Debtor-In-Possession), que é oferecido por Textor, com garantia sobre as ações.

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