Corinthians paga R$ 224,4 milhões em 2025 para abater dívida com a Caixa
O Corinthians destinou R$ 224,4 milhões em 2025 para quitar parte do financiamento da Neo Química Arena, que é realizado junto à Caixa Econômica Federal. Esse montante refere-se às parcelas de juros e amortização previstas no contrato firmado entre as partes.
Apoio da torcida
Além do valor pago pelo clube, a torcida também teve um papel importante nesse processo. A campanha organizada pela torcida organizada Gaviões da Fiel arrecadou R$ 40,9 milhões, que foram utilizados diretamente para a redução da dívida. Quando somados os custos operacionais relacionados à gestão financeira, as movimentações totais ligadas ao débito alcançaram R$ 266,3 milhões durante o ano.
Esses números fazem parte do balanço financeiro da gestão de Osmar Stabile, que foi aprovado com ressalvas pelo Conselho de Orientação e que ainda está pendente de votação pelo Conselho Deliberativo do clube.
Situação da dívida
Apesar dos pagamentos realizados, a dívida total com a Caixa ao final de 2025 ainda era expressiva, totalizando R$ 642 milhões. Esse valor está incluído no passivo total do clube, que chega a R$ 2,723 bilhões.
A matemática do Corinthians
Para assegurar o cumprimento do acordo de financiamento, o Corinthians comprometeu diversas fontes de receita. Entre essas fontes estão os 100% dos naming rights do estádio, mais da metade da bilheteria, uma parte das premiações esportivas, bem como porcentagens de negociações de jogadores. Em caso de inadimplência, há a possibilidade de utilização das receitas provenientes dos direitos de transmissão.
O contrato, que foi renegociado em 2022, estipula que a quitação da dívida deve ocorrer até dezembro de 2041. As condições financeiras incluem juros de 2% ao ano, além da variação do CDI, com parcelas progressivas ao longo do tempo.
Receita da Arena
Apesar da elevada dívida, a diretoria do clube destaca a capacidade da Neo Química Arena em gerar receitas. Em 2025, o estádio arrecadou R$ 115 milhões apenas com bilheteria, totalizando R$ 217 milhões em receitas. O público médio nos jogos superou 41 mil torcedores, demonstrando um crescimento significativo em relação ao ano anterior.
A administração do clube afirmou que "a operação da Neo Química Arena apresenta resultado operacional superavitário desde o início de suas atividades, conforme os controles gerenciais do Clube". O Corinthians acredita que a estrutura atual de receitas está sustentada pelo aumento das áreas de negócio, como camarotes, eventos e cadeiras exclusivas, além do incremento do público médio e das receitas de bilheteria. Desse modo, as condições para realizar os pagamentos do financiamento são consideradas adequadas à capacidade de geração de receitas do ativo.
Desafios na gestão do passivo
Apesar dos resultados positivos apresentados, a atual administração do Corinthians reconhece que existem desafios na gestão do passivo. Um dos principais pontos de preocupação é a falta de demonstrações financeiras recentes do fundo responsável pela dívida. Essa situação é atribuída à troca de administradoras, que ocorreu após uma intervenção do Banco Central.
Em abril, o clube anunciou a entrada de novas gestoras que têm a responsabilidade de reorganizar a estrutura financeira da entidade.
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