Vitória Formaliza Representação Contra Arbitragem
O Esporte Clube Vitória protocolou, nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, uma representação oficial junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A queixa é direcionada à equipe de arbitragem liderada por Anderson Daronco, após a derrota do time baiano por 2 a 1 para o Flamengo, ocorrida na Copa do Brasil. A diretoria do Vitória aponta a existência de "erros claros e manifestos" em lances que, segundo eles, poderiam ter resultado na aplicação de cartões vermelhos para jogadores do Flamengo.
Solicitação de Acesso aos Áudios e Imagens do VAR
Além da reclamação formal, o Vitória também solicitou o acesso aos áudios e imagens da cabine do VAR, que foi gerenciada por Thiago Duarte Peixoto. O clube busca entender os motivos pelos quais não houve uma recomendação para que os lances fossem revistos em campo.
Lances Contestados pelo Vitória
Os lances que geraram a insatisfação do clube envolvem dois episódios de suposta conduta violenta e um de jogada temerária. O Vitória destaca os seguintes episódios:
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Cotovelada de Luiz Araújo em Ramon: No início da partida, logo aos dois minutos, Luiz Araújo, jogador do Flamengo, atingiu o rosto do lateral Ramon com o cotovelo, em uma ação que o clube considera uma conduta violenta.
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Pisão de Arrascaeta em Ramon: Na segunda etapa do jogo, aos 34 minutos, Giorgian Arrascaeta também atingiu o tornozelo de Ramon de forma temerária, o que, segundo o Vitória, colocou em risco a integridade física do atleta, resultando na sua substituição.
- Agressão de Saúl Ñiguez em Caíque Gonçalves: Aos 39 minutos do segundo tempo, Saúl Ñiguez foi acusado de realizar um movimento que atingiu o rosto de Caíque Gonçalves, caracterizando também uma conduta violenta, segundo a avaliação do clube.
No documento enviado, o Vitória afirma que a falta de sanções adequadas comprometeu a "regularidade do jogo" além da proteção da integridade física de seus jogadores.
Análise de PC Oliveira sobre a Arbitragem
A posição do Vitória sobre os lances contestados foi reforçada por uma análise feita por PC Oliveira, especialista em arbitragem. No programa "Troca de Passes", o ex-árbitro avaliou a jogada de Saúl Ñiguez. Segundo Oliveira, embora considerasse que Luiz Araújo e Arrascaeta não deveriam ter recebido cartão vermelho por suas ações, ele ressaltou que o lance de Saúl foi um erro grave que merecia punição.
Ele afirmou: “O braço do Saúl é mais que proteção. Tem gatilho. Pega o rosto do Caíque, e é uma ação para cartão vermelho. Daronco deu uma administrada e inverteu a falta. Era lance para expulsão”, destacou o comentarista em sua análise.
Nota Oficial do Vitória
O Esporte Clube Vitória divulgou uma nota oficial na qual detalha sua representação contra a arbitragem de Anderson Daronco e seus assistentes, Leila Naiara Moreira da Cruz e Michael Stanislau, além do quarto árbitro Lucas Coelho Santos. O clube alega que os erros claros e manifestos da arbitragem impactaram diretamente o andamento e a regularidade do jogo.
Na nota, o clube também enfatiza que os lances contestados foram devidamente listados no documento que foi apresentado ao Comitê de Arbitragem da CBF e à Diretoria de Competições da CBF.
Detalhamento dos Lances
O Vitória especificou os lances contestados da seguinte maneira:
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Cotovelada de Luiz Araújo: Aos 2 minutos do primeiro tempo, Luiz de Araújo, do Flamengo, levantou o braço de forma deliberada e atingiu o rosto de Ramon, caracterizando conduta violenta.
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Pisão de Arrascaeta: Aos 34 minutos do segundo tempo, Giorgian Arrascaeta, ao disputar a bola, atingiu o tornozelo de Ramon de forma temerária, colocando em risco sua integridade física, o que levou à sua substituição.
- Agressão de Saúl Ñiguez: Aos 39 minutos do segundo tempo, Saúl Ñiguez realizou um movimento adicional com o braço que atingiu o rosto de Caíque Gonçalves, em um lance sem disputa direta de bola, caracterizando também conduta violenta.
O Vitória expressa estranheza pelo fato de que, apesar da gravidade dos lances descritos, a equipe de arbitragem não tomou as medidas disciplinares necessárias, evidenciando um erro de avaliação em momentos decisivos da partida. O clube argumenta que a ausência de sanções adequadas comprometeu a observância das regras do jogo e a proteção à integridade física dos atletas.
Preocupações com a Equipe de Arbitragem de Vídeo (VAR)
O Esporte Clube Vitória também manifestou preocupação com a atuação da equipe de arbitragem de vídeo (VAR), coordenada por Thiago Duarte Peixoto. O clube considera que os lances apresentados eram passíveis de revisão, mas não houve recomendação para que fossem revistos em campo. Essa falha é vista como uma falha relevante na aplicação do protocolo do VAR, especialmente em situações que envolvem condutas violentas e a possibilidade de aplicação do cartão vermelho.
Diante dos acontecimentos, o Vitória solicita:
- A análise detalhada dos lances mencionados.
- Adoção de medidas cabíveis em relação à equipe de arbitragem.
- Esclarecimentos formais sobre os critérios utilizados nas decisões tomadas.
Solicitação de Áudios do VAR
O clube ainda solicitou, por meio de ofício, ao presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), que seja requerido à CBF o acesso às gravações dos áudios que registram as comunicações entre os membros da equipe do VAR e a arbitragem de campo.
Além disso, o Vitória requer as imagens utilizadas para análise dos lances que foram citados na reapresentação e que, segundo a avaliação do clube, deveriam ter sido passíveis de advertência com cartão vermelho. Os lances solicitados para revisão incluem:
- Cotovelada de Luiz Araújo no atleta Ramon aos 02 minutos do 1º tempo.
- Pisão de Arrascaeta no atleta Ramon aos 34 minutos do 2º tempo.
- Cotovelada de Saúl no atleta Caíque aos 39 minutos do 2º tempo.