Uruguaios terão compromisso pela Libertadores diante do Corinthians em 30 de abril
No dia 30 de abril, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores 2026, Corinthians e Peñarol se enfrentarão na Neo Química Arena. Este duelo já gerou uma declaração inusitada do presidente da equipe uruguaia, Ignacio Ruglio.
Recomendações de Ignacio Ruglio
Em uma entrevista concedida à emissora uruguaia de TV aberta ‘Canal 10’, Ruglio declarou que fará uma recomendação aos torcedores "comuns" do Peñarol para que não viajem ao Brasil com o intuito de apoiar a equipe no compromisso continental. O presidente justificou sua posição afirmando que, em seus olhos, o Brasil não é um destino apropriado para turismo, especialmente em um contexto de jogos da Libertadores.
"Vamos publicar uma carta nas próximas horas que, entre outras coisas, aborda os problemas que existem no Brasil e os cuidados que é preciso ter. A todas as famílias que me escreveram, recomendei diretamente que não fossem. Que deixassem as organizadas do Peñarol viajar, já que, às vezes, eles estão acostumados a outro tipo de situação", afirmou o mandatário do Peñarol. Ele acrescentou também: "Não é uma viagem de lazer. Se for possível evitar ir ao Brasil, é melhor. Não é um destino para se fazer turismo quando se joga a Copa Libertadores. Vamos divulgar uma carta para que cada um tome sua decisão."
A experiência dos torcedores organizados
Ignacio Ruglio reforçou sua posição em outro momento da entrevista, enfatizando que os torcedores organizados "sabem o que têm que fazer ou não" em situações como essa. "A torcida é uma torcida de futebol. Sabe o que deve fazer e o que não deve. Eles sabem disso. Acompanham o Peñarol desde as décadas de 70, 80 ou 90. Sabem que não estão indo para uma viagem de lazer. Não é uma situação de ‘acordo de manhã e preparo um mate como se fosse algo normal’, com tudo o que tem acontecido ultimamente."
Contexto de segurança e conflitos
Nas últimas duas ocasiões em que o Peñarol atuou em solo brasileiro, as visitas foram marcadas por confusões envolvendo torcedores do clube uruguaio e a polícia do Rio de Janeiro. Em 2024, após um jogo de semifinal da Libertadores, a situação culminou em violência, resultando em ônibus queimados e na prisão de 23 pessoas, isso após a goleada sofrida pelo Manya contra o Botafogo, com um placar de 5 a 0.
Diante desse histórico, a recomendação de Ignacio Ruglio se torna ainda mais significativa, refletindo preocupações com a segurança dos torcedores que pretendem acompanhar a equipe no Brasil.