Zubeldía se destaca pelo Fluminense
O técnico do Fluminense, Luis Zubeldía, está focado na possibilidade de desenvolver um trabalho duradouro no clube localizado nas Laranjeiras. Durante uma conversa com o ex-presidente e atual diretor geral da equipe, Mário Bittencourt, Zubeldía enfatizou a importância de pensar no longo prazo.
“Da outra vez eu estava conversando com o diretor esportivo, que veio tomar um café. Eu disse a ele: ‘Mário, se há algo que aprendi é que tenho que sentir que vou ficar muito tempo aqui, que vou decorar este apartamento como eu gostaria de fazer. E se eu tiver que gastar uma grana, eu gasto, porque minha vida é esta e não o que está por vir”, declarou Zubeldía em entrevista ao Olé.
A pressão de comandar um time brasileiro
O treinador também abordou a pressão que acompanha a responsabilidade de liderar um time no Brasil. Zubeldía ressaltou que a experiência de comandar uma equipe brasileira é marcada por altos e baixos emocionais.
“Emocionalmente, é uma montanha-russa. É impossível manter um nível consistente de jogo, de resultados positivos. Tudo oscila, é passageiro. Por isso, você precisa ser mentalmente muito forte para se reinventar em um curto espaço de tempo. É como ter uma prova final a cada três dias”, observou.
Estilo de jogo
Em uma entrevista recente, Zubeldía deixou claro que não se sente obcecado pela ideia de realizar “dez passes seguidos”, o que indica uma preferência por um estilo de jogo mais direto e vertical, em contraste com a posse excessiva de bola.
“Não sei. Mas não penso no conceito de dar dez passes seguidos. É claro que hoje pretendo que os zagueiros filtrem, proponham o jogo; não admito que os três do meio não consigam sair da pressão… Devem ter condições, drible, controle orientado e passe de primeira. Se você não conta com gente assim no Brasileirão, não pode fazer parte do G-6. Eu tenho bons jogadores de currículo que, no entanto, às vezes não jogam tanto porque não cumprem todos esses requisitos”, destacou o treinador argentino.
Diferenças entre os estilos do futebol carioca e paulista
Zubeldía também foi questionado sobre as distinções entre os estilos de futebol do Rio de Janeiro e de São Paulo, uma vez que ele já havia comandado o São Paulo antes de assumir o Fluminense.
“O estilo carioca é mais relaxado. O camisa 10 do Flamengo era o Zico. Hoje, De Arrascaeta faz o que o Zico fazia. No Fluminense, temos o Ganso, o Lucho Acosta… Tirando os clássicos, é um futebol mais artístico. O estilo paulista é mais duro, o campeonato estadual é mais complicado porque tem muitos times da Série B que montam um elenco forte durante três meses, mas depois, eles desmoronam”, comentou Zubeldía.
Resultados no Fluminense
No que diz respeito ao desempenho em campo, Zubeldía tem apresentado resultados expressivos à frente do Fluminense. A equipe tem se destacado, acumulando um total de 21 vitórias em 33 partidas disputadas sob sua orientação.
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