Ex-jogadora inglesa Amy Carr falece aos 35 anos após luta contra tumor cerebral
No dia 13 de março de 2026, foi confirmada a morte da ex-jogadora inglesa Amy Carr, que atuou em clubes renomados como Chelsea e Arsenal no futebol feminino. A atleta faleceu aos 35 anos após uma longa batalha contra um tumor cerebral, conforme informações divulgadas por organizações dedicadas à pesquisa sobre a doença, que prestaram homenagens à ex-atleta.
Diagnóstico e início da luta
Amy Carr recebeu o diagnóstico de tumor cerebral em 2015, após um episódio inusitado que a levou a buscar atendimento médico. A ex-jogadora desmaiou ao se deparar com uma aranha, o que a motivou a realizar exames mais profundos. Uma ressonância magnética revelou que ela tinha um tumor no cérebro, com tamanho aproximado de uma bola de golfe.
Em entrevista à BBC na época, Carr expressou sua surpresa ao receber o diagnóstico. "Eu sabia que não gostava de aranhas, mas desmaiar parecia uma reação exagerada. Nunca tinha reagido assim a nada antes", comentou a atleta.
Tratamentos e recuperação
Após a descoberta do tumor, Amy Carr passou por uma craniotomia, um procedimento cirúrgico que visa remover o máximo possível do tumor. A recuperação foi desafiadora; nos oito dias seguintes à cirurgia, ela enfrentou dificuldades para andar e falar. O tratamento continuou com sessões de radioterapia e quimioterapia, além de um extenso processo de fisioterapia, que tinha como objetivo ajudá-la a recuperar os movimentos e a capacidade de comunicação.
Mesmo diante das limitações físicas durante a recuperação, Carr se dedicou a desafios pessoais e causas sociais. Em 2024, ela participou da Maratona de Dublin com a intenção de arrecadar fundos para pesquisas sobre tumores cerebrais. Essa iniciativa foi bem-sucedida, mobilizando doações que totalizaram aproximadamente 28.718 libras, com o objetivo de financiar estudos científicos sobre a doença.
Agravamento da condição
No ano anterior à sua morte, os médicos informaram a Carr que seu quadro de saúde havia se agravado e que o tumor era considerado terminal. Os especialistas estimaram uma expectativa de vida entre seis e nove meses a partir do momento do diagnóstico do agravamento.
Homenagens e legado
A organização Brain Tumour Research lamentou a morte de Amy Carr em um comunicado oficial. "Estamos profundamente entristecidos ao saber que Amy Carr morreu após sua batalha contra um tumor cerebral, aos 35 anos", declarou a instituição, que reconhece a importância da luta da ex-jogadora e seu impacto na conscientização sobre a doença.
A vida e a trajetória de Amy Carr destacam não apenas os desafios enfrentados por aqueles que lidam com doenças graves, mas também a força e a determinação que ela demonstrou ao longo de sua luta.