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Descubra a lesão que afastará Rodrygo da Copa do Mundo de 2026

por futebolpress
Descubra a lesão que afastará Rodrygo da Copa do Mundo de 2026

Exames no Real Madrid confirmam lesão grave de Rodrygo

Ruptura de ligamento e menisco

O atacante Rodrygo, jogador do Real Madrid, teve confirmada uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e uma ruptura do menisco externo do joelho direito. Essa lesão o afastará do restante da temporada e também da Copa do Mundo de 2026. A confirmação da gravidade da lesão ocorreu na manhã de terça-feira, dia 3 de março, após Rodrygo ter sido submetido a exames médicos no clube. A previsão inicial para o seu retorno é de aproximadamente sete meses.

Detalhes da lesão

A lesão de Rodrygo aconteceu durante a partida entre Real Madrid e Getafe, realizada na última segunda-feira, dia 2 de março. O jogador entrou em campo aos 10 minutos do segundo tempo, mas poucos minutos depois começou a sentir dores no joelho. Apesar das dores, ele permaneceu na partida, mas relatou desconforto na região após o apito final. Essa foi a primeira partida de Rodrygo após um período de um mês afastado devido a uma tendinite.



Análise da fisioterapeuta

Conforme explica a fisioterapeuta esportiva Luanda Azevedo, que é especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), as causas para lesões graves como a do LCA são multifatoriais. Segundo a fisioterapeuta, "é importante destacar que um fator isolado não determina a lesão, mas sim a interação entre diversos fatores. O aumento do tempo de exposição em jogos, que têm intensidade maior que os treinos, o cansaço acumulado e até aspectos psicológicos podem interagir e resultar na ruptura do LCA".

Fases da recuperação

A fisioterapeuta Azevedo detalha que o processo de recuperação de uma ruptura de LCA é extenso e exige um acompanhamento criterioso. "Após o diagnóstico, inicia-se uma fase pré-operatória para controle dos sintomas e preservação muscular. Depois da cirurgia, o tratamento é dividido em fases, com progressão na amplitude de movimento, fortalecimento, corrida, atividades com bola, mudanças de direção e contato. O retorno costuma ocorrer entre nove meses e um ano, dependendo de vários fatores", explica.

Além do tempo de afastamento, a lesão pode trazer impactos físicos e psicológicos que influenciam o desempenho do atleta ao retornar aos gramados. A especialista menciona que casos recentes no futebol europeu mostram que atletas, mesmo após serem liberados pela equipe médica, enfrentam dificuldades em retomar o ritmo competitivo e, em algumas situações, acabam sofrendo novas lesões.

Luanda Azevedo destaca que "os impactos não dizem respeito apenas ao dano estrutural, mas também ao período longe dos treinos e jogos. O ritmo de jogo precisa ser retreinado junto ao grupo. O fator psicológico, como a insegurança nas ações, também deve ser considerado no processo de ‘return to play’. E a lesão prévia se torna um dos principais fatores de risco para novas ocorrências".

Preocupações com lesões no futebol europeu

No cenário do futebol europeu, o aumento do número de atletas com lesões no LCA tem gerado preocupação nos últimos anos. Para tentar minimizar esses casos, Luanda Azevedo defende a adoção de uma abordagem multidisciplinar nos clubes. "É fundamental investir em estratégias de recuperação, respeitar o controle de carga individual e coletiva e realizar rodízio de jogadores. Parece óbvio, mas nem sempre acontece", argumenta.

Outro fator que merece atenção é o aumento das viagens internacionais, que têm sido impulsionadas pela ampliação das competições e dos compromissos fora dos países de origem dos clubes. Para a fisioterapeuta, o impacto dessas viagens se estende além do desgaste físico. "O desempenho depende do bem-estar bio-psico-social. Deslocamentos longos e frequentes podem gerar estresse, prejuízo no sono e dificuldade de recuperação. Some-se a isso a distância da rede de apoio e o alto nível de cobrança. Quanto maior a soma desses fatores, maior o desgaste e o risco de lesões mais graves", conclui.

Consequências para Rodrygo

Com a gravidade da lesão, Rodrygo deverá voltar a atuar apenas ao final do ano, o que o impede de participar da disputa da Copa do Mundo de 2026, representando a Seleção Brasileira.

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