Maccabi Tel Aviv se distancia de distúrbios que levaram à suspensão do clássico
O Maccabi Tel Aviv se afastou das perturbações que resultaram na suspensão do clássico contra o Hapoel antes do início da partida no domingo, antecipando sua viagem ao Aston Villa em novembro. Os torcedores do Maccabi foram proibidos de comparecer ao jogo da Liga Europa fora de casa contra o Villa no próximo mês, em meio a preocupações com a segurança. Essa decisão foi amplamente criticada na semana passada por vários políticos, incluindo o Primeiro-Ministro Sir Keir Starmer. Um porta-voz do 10 Downing Street afirmou na sexta-feira que discussões estavam ocorrendo "de forma acelerada, em todo o governo", para revogar a proibição. No domingo, o clássico de Tel Aviv foi cancelado antes do apito inicial, com relatos de granadas de fumaça e sinalizadores sendo lançados, mas o Maccabi insiste que seus torcedores não contribuíram para a suspensão do jogo.
Declaração do Maccabi Tel Aviv
Um porta-voz do clube informou à agência de notícias PA: "O Maccabi Tel Aviv FC gostaria de esclarecer que a razão dada para o cancelamento da partida do clássico realizada ontem pelo Hapoel Tel Aviv FC – ao contrário do que foi relatado por alguns meios de comunicação (estrangeiros) – foi em razão de sinalizadores lançados no campo por torcedores do nosso oponente Hapoel Tel Aviv, e não por torcedores visitantes do Maccabi Tel Aviv."
Decisão da Polícia e Grupo de Segurança
A Polícia de West Midlands declarou na semana passada que apoiava a decisão do Grupo Consultivo de Segurança local de proibir torcedores visitantes do confronto na Liga Europa contra o Villa, tendo classificado a partida como "de alto risco". A polícia afirmou que a decisão foi "baseada em inteligência atual e em incidentes anteriores, incluindo confrontos violentos e crimes de ódio que ocorreram durante a partida da UEFA Europa League de 2024 entre Ajax e Maccabi Tel Aviv em Amsterdã". O jogo no Villa Park ocorre em meio a tensões contínuas no Oriente Médio.
Comentários da Rede Fare
A rede Fare, que relata incidentes de discriminação à UEFA a partir de jogos de seleções nacionais e competições europeias, expressou à PA que estava "relutante em questionar" a decisão de barrar os torcedores do Maccabi e acrescentou que os torcedores do Maccabi são "bem conhecidos por seu racismo". A PA entende que a Fare fez múltiplos relatos de comportamentos discriminatórios por parte dos torcedores do Maccabi dentro dos estádios nos últimos 10 anos. O Maccabi está ciente dos comentários da Fare, mas ainda não se pronunciou sobre eles ou sobre a decisão das autoridades em Birmingham de proibir seus torcedores.
Critica do Hapoel
O Hapoel emitiu uma declaração em seu site sobre o cancelamento do clássico de domingo, criticando a polícia por "se preparar para uma guerra e não para um evento esportivo". "Os eventos chocantes do lado de fora do estádio e a decisão irresponsável e escandalosa de não realizar o jogo mostram apenas que a polícia israelense tomou controle da situação", afirmou o Hapoel. "Quando pedimos explicações em tempo real, encontramos uma atitude desdenhosa e humilhante. É desnecessário dizer que a direção do clube condena todas as manifestações de violência – e lutará contra os infratores, mesmo que estejam usando uniformes."
Detalhes sobre a prisão e os incidentes
Relatos da mídia em Israel informaram que a polícia de Tel Aviv prendeu cinco pessoas sob suspeita de perturbação da ordem pública e que 51 sinalizadores ou bombas de fumaça foram lançados no campo.