Críticas de Cristiano Dresch ao Corinthians
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, manifestou um forte descontentamento em relação à postura do Corinthians ao tentar reverter o transfer ban imposto pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Dresch criticou de forma aberta os valores e os termos apresentados pelo clube paulista na tentativa de liberar o registro de novos jogadores. Segundo ele, o Corinthians continua a realizar contratações e assumindo compromissos financeiros elevados no mercado do futebol nacional, sem ter quitado suas obrigações financeiras anteriores.
A posição de Dresch sobre a punição
Dresch ressaltou que a CNRD estipulou um período de pelo menos seis meses durante o qual o Corinthians não poderia realizar contratações. O transfer ban foi imposto no dia 17 de julho, e o presidente do Cuiabá espera que a CNRD cumpra a decisão que tomou. Ele afirmou que, se a entidade não mantiver a punição, ficará evidente que não há consequências para aqueles que não honram seus compromissos financeiros. “Só tem punição para quem honra”, declarou.
A sanção imposta ao Corinthians
O Corinthians foi penalizado pela CNRD após atrasar o pagamento de uma das 24 parcelas que totalizam aproximadamente R$ 8 milhões, conforme estipulado em um acordo coletivo assinado em abril de 2025. Esta dívida envolve vários credores no cenário nacional e resultou na proibição do clube de inscrever novos jogadores nas competições oficiais.
Proposta de quitação e articulação de credores
Em uma tentativa de demonstrar boa-fé para com a CNRD e, assim, liberar os registros no mercado de transferências, a diretoria corintiana enviou uma proposta formal que visa quitar a parcela em atraso até o dia 31 de agosto. Além disso, o clube propôs antecipar outra prestação contratual para o dia 17 de outubro. O objetivo dessas ações é afastar a sanção e possibilitar a renovação do contrato do atacante Memphis Depay, além da chegada de novos jogadores.
Rejeição da proposta pelo Cuiabá
No entanto, as condições apresentadas pelo Corinthians não foram bem-recebidas pelo Cuiabá. Dresch revelou que está em contato direto com outros clubes credores para pressionar a CNRD a manter a punição de seis meses, mesmo que o Corinthians efetue o pagamento da parcela em atraso. Para o presidente do Cuiabá, a simples quitação de uma dívida vencida não deve ser suficiente para anular a penalidade imposta pela entidade reguladora. “Eles continuam vivendo como se não estivessem devendo e não pagando”, afirmou.
Conclusão
As tensões entre o Corinthians e o Cuiabá em relação ao transfer ban e as questões financeiras ressaltam as complexidades do mercado de transferências no futebol brasileiro. A situação continua a se desenvolver à medida que as partes envolvidas buscam soluções e possíveis acordos.
