Cuca quer deixar problemas do vestiário no passado
O Santos Futebol Clube garantiu a sua classificação para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na noite desta terça-feira, 28 de março, a equipe venceu a Universidad Central, da Venezuela, por 4 a 2, avançando assim para a próxima fase do torneio, onde enfrentará o Macará, do Equador.
Confusão no vestiário
Entretanto, uma possível confusão no vestiário da equipe durante o empate contra a Chapecoense, que ocorreu no último sábado, dia 26, continuou a ser repercutida pela imprensa. O técnico Cuca não negou a existência de problemas, mas fez questão de alertar que as situações internas não deveriam ter vazado para o público e ressaltou que cobranças são comuns em todas as partidas.
“No vestiário temos um ditado que é sagrado. O que acontece deveria morrer no vestiário, mas aqui não. Começa no vestiário e acaba com vocês no mesmo dia. Daqui a pouco vocês sabem outra aí. Mas é, daqui a pouco. Acontece. Cobrei hoje lá. Nós temos deixado o adversário finalizar tanto, tipo de cobrança também, lógico que sem ofender ninguém. Tem que ter para menino, para velho”, afirmou o treinador.
Comparação com conflitos familiares
Cuca comparou os momentos de cobrança dentro do vestiário a conflitos familiares, enfatizando que é natural que em momentos de tensão as emoções possam aflorar. Ele preferiu não levar a situação de forma mais literal e, em um gesto de defesa, comentou sobre a situação envolvendo Neymar, a qual ele deseja deixar para trás.
“Tem momento em que se está destemperado, não fala algo na tua casa assim? A tua família não leva a ferro e fogo, mas que você é uma boa pessoa. Como Neymar é, como todas as pessoas aqui são. São coisas que acontecem, nem quero entrar em detalhes, nem estava perto, mas é passado. Temos que fazer do limão uma limonada e nos unir mais um pouco”, declarou.
Lições com a partida
Em relação ao desempenho da equipe na partida, Cuca fez algumas observações preocupantes, apesar da vitória. Ele destacou a falta de efetividade da equipe no ataque, mesmo com uma boa construção das jogadas ao longo do jogo. Além disso, lamentou os dois gols sofridos em casa e a maior presença do adversário no campo de ataque em comparação ao jogo de ida.
“Perdemos muitos gols. Remontamos, fizemos o terceiro, o quarto, o gol anulado, bola na trave. Em termos de construção foi ótimo, 25 finalizações, aproveitamento foi pequeno, o que preocupa o treinador mais do que tudo é ter tomado dois gols em casa. Deixar o adversário finalizar o dobro de vezes do que finalizou lá. Essas coisas que saio com elas na cabeça e hoje vou pensar muito, encontrar o equilíbrio”, concluiu o treinador.
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