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Casares se pronuncia e faz declarações contundentes sobre o São Paulo: “Não sou ladrão!”

por futebolpress
Casares se pronuncia e faz declarações contundentes sobre o São Paulo: "Não sou ladrão!"

Julio Casares se Pronuncia Após Renúncia no São Paulo

Julio Casares voltou a se manifestar publicamente pela primeira vez desde que deixou a presidência do São Paulo, um processo que culminou em sua renúncia durante um processo de impeachment. O ex-dirigente está sob investigação por supostos desvios financeiros, uso irregular do cartão corporativo e outras denúncias que também estão sendo apuradas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Casares negou qualquer prática ilícita e afirmou que é alvo de uma disputa política interna no clube. Durante uma entrevista concedida ao UOL, ele enfatizou sua defesa em relação à sua gestão e assegurou que provará sua inocência.

Acusações e Respostas

No início da entrevista, Casares adotou um tom firme ao rebater as acusações que pesam sobre ele. "Eu não sou ladrão. Segundo, eu não faria isso de forma tão amadora", declarou. Ele argumentou que nunca esteve diretamente envolvido em qualquer movimentação financeira do clube, classificando como fantasiosa a ideia de que poderia ter retirado dinheiro das contas do São Paulo para benefício pessoal. Segundo Casares, todas as movimentações financeiras sempre foram conduzidas pelos departamentos responsáveis da administração.



Questões Sobre o Cartão Corporativo

Um dos principais tópicos discutidos foi o uso do cartão corporativo da presidência. Casares reconheceu que utilizou o cartão institucional para despesas pessoais, mas garantiu que todos os valores foram devolvidos ao clube com correção financeira. Ele explicou que, durante viagens e compromissos institucionais, usou o mesmo cartão para despesas particulares, mantendo um controle interno para posterior ressarcimento. De acordo com o ex-dirigente, os gastos pessoais totalizaram pouco mais de R$ 400 mil ao longo de cinco anos de mandato. "Depois que eu saí da covid, o meu cartão de crédito teve um problema e eu comecei a usar aquele com controle para que fizesse a reposição. (…) Todas essas despesas foram reembolsadas", afirmou.

Investigação sobre Pagamentos em Dinheiro

Casares também se manifestou sobre a investigação que envolve pagamentos em dinheiro, especialmente as premiações ao elenco, popularmente conhecidas como “bicho”. Ele negou qualquer participação direta na retirada ou distribuição desses recursos, afirmando que a responsabilidade sempre coube ao departamento financeiro do clube. Para ele, sua função se limitava a aprovar as premiações junto ao departamento de futebol, sem qualquer envolvimento operacional nas movimentações financeiras.

Denúncias de Uso Irregular de Camarotes

Outro tema abordado durante a entrevista foi a denúncia relacionada à suposta utilização irregular de camarotes nos dias de shows realizados no Morumbi. Casares afirmou que não tinha conhecimento de qualquer exploração paralela desses espaços e explicou que o local estava destinado a compromissos institucionais, ao relacionamento com parceiros e à recepção de atletas não relacionados para as partidas. Caso tivesse ciência de irregularidades, segundo ele, teria tomado providências imediatamente.

Análise do Processo de Saída

Ao refletir sobre o processo que levou à sua saída do comando do São Paulo, Casares expressou a crença de que houve uma articulação política com o intuito de enfraquecê-lo internamente. "Quem traiu sabe que traiu; e quem foi traído sabe que foi traído", declarou. Na visão do ex-presidente, seu capital político despertou interesses ligados à sucessão presidencial, transformando as denúncias em uma ferramenta de desgaste dentro do clube. Enquanto isso, ele está preparando sua defesa para a audiência da Comissão de Ética, que está agendada para os próximos dias.

Possíveis Consequências

Caso a Comissão de Ética decida pela continuidade do processo disciplinar, o relatório será encaminhado ao Conselho Deliberativo, que avaliará se Casares permanecerá como associado do São Paulo. Para que isso ocorra, será necessário o voto favorável de dois terços dos conselheiros presentes. Paralelamente, as investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil continuam em andamento, sem uma previsão definida para conclusão.

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