Zubeldía Reclama do Gramado em Jogo Contra o Operário-PR
Além do Operário-PR, o Fluminense também enfrentou as condições do gramado do Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, como um adversário no empate registrado nesta quinta-feira, pela partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O treinador do Fluminense, Eduardo Zubeldía, destacou que já esperava um jogo truncado, mas as condições do gramado prejudicaram o estilo de jogo da sua equipe. A partida, por sua vez, foi marcada pela lesão do jogador Martinelli, que ocorreu apenas cinco minutos após o início do primeiro tempo.
Apelo por Campos Adequados
Zubeldía enfatizou a necessidade de que os gramados estejam em boas condições, visando à saúde dos atletas. Ele também ressaltou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) “não pode permitir um campo assim, porque coloca em risco a integridade física dos profissionais”.
“Estamos jogando a cada 3,2 dias nesta etapa e seguiremos nessa média por 18 jogos, com viagens e longas horas de ônibus no meio. Tudo bem, mas o mínimo necessário é um gramado em boas condições. Caso contrário, os jogadores continuarão se lesionando. Atualmente, já temos cinco ou seis no departamento médico. A transição do gramado sintético para o natural e, em seguida, para um campo como o de hoje é muito complicada. Quem assistiu pela TV percebeu; quem esteve aqui, nem se fala. Se você perguntar aos jogadores, todos dirão a mesma coisa: é impossível jogar”, declarou o treinador.
Próximos Passos na Competição
Dessa forma, as equipes precisam de uma vitória para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. Um novo empate resultará em decisão por pênaltis. Os times se reencontrarão no dia 12 de maio (terça-feira), às 21h30, no Estádio do Maracanã.
Desabafo de Zubeldía Sobre o Gramado
"Nestas partidas da Copa do Brasil, dentro deste contexto, já se esperava um jogo muito truncado, com grandes dificuldades para trocar passes, como você mencionou. O que eu mais lamento é que, aos 23 anos, fui obrigado a parar de jogar futebol devido a uma lesão no joelho. Joguei muitas partidas profissionais em um curto espaço de tempo e em gramados diversos; provavelmente, uma das causas da minha aposentadoria precoce foi a falta de cuidado com a estrutura dos campos. Joguei muito em pouco tempo, em condições distintas, e com uma estrutura física para a qual não estava preparado", afirmou Zubeldía, antes de prosseguir.
“A reflexão que faço hoje é que, em um jogo com a importância da Copa do Brasil — que possui uma organização muito boa e que eu considero uma ‘Libertadores interna’, onde todos os times têm chances de avançar em 180 minutos de mata-mata —, ao apresentarem gramados como o de hoje, não estamos cuidando do jogador. Era extremamente difícil praticar o futebol que costumamos fazer, mas isso não é o maior inconveniente, pois cada equipe possui suas forças em seu próprio campo. O que eu peço é que os gramados estejam em boas condições em favor da saúde do atleta. Depois falamos sobre o espetáculo; depois discutimos outros problemas que um gramado em más condições pode acarretar”, enfatizou.
A Necessidade de Reflexão
A organização não pode permitir um campo em tais condições, uma vez que isso coloca em risco a integridade física dos profissionais. Logo nos primeiros minutos de jogo, tivemos a lesão de um jogador fundamental como Martinelli, que, geralmente, não se machuca. Peço uma reflexão sobre isso: havia tempo para organizar a partida em outro estádio, o que seria justo para ambas as equipes, para o espetáculo e, principalmente, para a saúde dos jogadores.
“Analisar tudo isso é complicado. Não foi possível trocar passes ou criar jogadas no terço final do campo, pois a bola sempre quica de forma inadequada ou você precisa de três toques para dominá-la. Foram apenas sete finalizações de um lado e seis do outro — um número muito baixo. Tivemos uma leve posse de bola a mais que o Operário, mas é inviável jogar assim. Se o gramado não está à altura de um jogo importante, a partida deve ser transferida para outro local”, concluiu Zubeldía.
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