Estreia de Ricardinho na Kings League Brasil
A primeira experiência de Ricardinho na Kings League Brasil não ocorreu de maneira ideal. Na última segunda-feira, dia 6 de abril, a equipe Dibrados foi derrotada de forma contundente pelo Fluxo, com um placar de 7 a 1. Este resultado ampliou o momento difícil que a equipe enfrenta na competição.
Análise da Partida
Após o jogo, o atleta, que veste a camiseta número 10, fez uma análise sobre o início de sua trajetória nesse novo formato de competição. Ele deixou claro que considera o desafio como algo pontual, mas que exige muito empenho.
“Não, não é uma transição. Eu não vou jogar Kings para sempre. É uma experiência. Ainda só tem dois dias de treinamento, está sendo difícil a adaptação. A bola é diferente, a quadra é diferente, o tamanho da quadra. Mas está sendo uma experiência legal. Um povo muito bom. Mas vai ser uma batalha longa aqui. Só perde quem desiste. Eu não desisto, não,” afirmou Ricardinho.
Diferenças Entre Futsal e Kings League
Ricardinho também abordou as principais diferenças que notou entre o futsal e a Kings League. Ele destacou o nível físico das partidas e a complexidade das regras, que exigem uma rápida adaptação por parte dos jogadores.
“Então, o que eu projeto é que a gente consiga classificar. Esse é o objetivo. Sobre as diferenças, são muitas. Muito físico o jogo. Os dois deixam jogar muito. As regras mudam constantemente. A gente não sabe. Perder o goleiro foi… Eu não sabia nem que ficava cinco minutos sem goleiro e não entrava ninguém. Mesmo que tomasse gol, era a regra do futsal. Mas tem que ser uma adaptação. Uma adaptação rápida, porque a gente precisa. Mas vai ser difícil. Vai ser duro,” explicou.
O Convite do Dibrados
A decisão de aceitar o convite para se juntar ao Dibrados também envolveu questões emocionais. Apesar de estar sem ritmo de jogo após meses sem treinar, Ricardinho enxergou naquela oportunidade uma chance de contribuir em um momento complicado da equipe.
“Primeiro que eu já tinha recebido muitos convites, desde a Espanha, França, México. E quando surgiu esta oportunidade, com o objetivo que o Tylty e o Alan me meteram na cabeça, que o time queria classificar, estava tendo um momento difícil, mas queria classificar. Então eu mostrei disponibilidade. É verdade que eu não estava treinando já há uns três, quatro meses. Mas eu mostrei disponibilidade de aprender, de querer ajudar o time. Porque eu gosto de fazer parte da história. E para o time grande, isso é fácil, já não dá para mudar muito. Mas quando vai para o time que é grande, mas que não está tendo sucesso, quando a gente consegue sucesso, a gente fica mais feliz,” contou.
Regras do Jogo
Ao discutir as regras da competição, Ricardinho apontou tanto aspectos positivos quanto críticas, especialmente em relação à dinâmica do jogo.
“Difícil, mas esta regra, você chama escalonado, né? A gente fala sobre a idade. Essa regra é boa, eu gosto, acho que trabalha muito a defesa, trabalha o ataque, tem que saber quando. A regra do passivo, por exemplo, continua a ter uma regra que eu não gosto aqui, que é passar quantas vezes quiser para o goleiro. Aí fica dormindo o jogo, se estiver ganhando. Essa regra nunca gostei, não é aqui que eu vou gostar, né? Mas essa do escalonado era boa,” avaliou.
Objetivos na Kings League
Por fim, Ricardinho enfatizou que seu principal objetivo neste começo de trajetória vai além do desempenho técnico individual. A prioridade, segundo ele, é incorporar sua mentalidade ao grupo de jogadores.
“Eu não sei o que eu vou conseguir trazer do futsal para a Kings League. O que eu estou tentando trazer é a mentalidade de não desistir. Neste momento, o mais importante é eu tentar me adaptar ao time, não ao time a mim, e eu tentar passar a minha experiência enquanto atleta profissional. Sei que alguns deles também já foram, no campo, no fut7, mas é tentar fazer esse mix e mudar para conseguir vencer,” concluiu o jogador.
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