Vasco se anima com possível abertura de nova concorrência pela compra do potencial construtivo
O Clube de Regatas Vasco da Gama observa um aumento na concorrência pelo potencial construtivo de seu estádio, São Januário, após a empresa Sete Engenharia manifestar interesse em adquirir o direito de construção do terreno localizado na Barra da Tijuca. A empreiteira formalizou sua intenção de adquirir toda a liberação necessária e se juntar a outras sete empresas que já estavam na disputa.
Nova proposta e análise de ofertas
Recentemente, o Vasco também recebeu uma nova proposta relacionada ao potencial construtivo. As informações sobre essa nova proposta foram inicialmente divulgadas pelo canal ‘Atenção Vascaínos’ e posteriormente confirmadas pela plataforma Jogada10. Diante desse cenário, o clube, conhecido como Gigante da Colina, iniciará um novo processo de análise das ofertas recebidas para a aquisição do potencial construtivo de São Januário. Essa movimentação ocorre após o término do contrato de prioridade que o clube havia assinado com a SOD Capital, que expirou em 12 de fevereiro. Com a expiração desse contrato, a expectativa é que o Vasco abra um novo processo de concorrência entre as empresas interessadas em formalizar seus interesses pela compra do direito de construção. A previsão é de que, com a venda do potencial construtivo, o lucro possa ultrapassar a marca de R$ 500 milhões.
Interesse de outras empresas
Durante o período de incerteza sobre se a SOD Capital iria exercer seu direito de exclusividade na compra do potencial construtivo do estádio, o Vasco recebeu demonstrações de interesse de outras sete empresas. Vale destacar que, em meados de 2025, o Gigante da Colina e a SOD Capital formalizaram um vínculo de prioridade, expressando o desejo de se tornarem proprietários do terreno. Há duas semanas, o presidente do Vasco, Pedrinho, se reuniu com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, além de políticos e executivos de empresas e seguradoras. O objetivo desse encontro foi apresentar a proposta do potencial construtivo aos interessados.
Auxílio do prefeito
A mobilização de Pedrinho e Eduardo Paes visava se precaver contra a possibilidade de a SOD Capital não efetuar a sua exclusividade de compra. O prefeito entrou na negociação como intermediário, buscando auxiliar o Gigante da Colina nesse processo. Além disso, o estádio de São Januário está situado em uma região de interesse público, e a prefeitura do Rio de Janeiro tenta colaborar na conclusão das obras que estão atrasadas. É importante lembrar que a previsão inicial era de que as obras de reforma de São Januário tivessem início no começo de 2026.
Revitalização do estádio
Na prática, o início do processo de revitalização do estádio ocorrerá somente após a concretização da venda do potencial construtivo. Assim, durante o período de indefinição, as obras permanecem apenas como uma hipótese. Inicialmente, o Vasco planeja um orçamento de R$ 500 milhões para a realização das reformas, porém o clube está considerando uma nova avaliação financeira.
Atualmente, as estimativas apontam que R$ 800 milhões seria o valor ideal para que a reforma do estádio seja considerada adequada. Como o desenvolvimento do projeto inicial ocorreu há alguns anos, houve um aumento nos custos no setor da construção civil. No planejamento do clube, há a intenção de obter recursos adicionais por meio da comercialização dos naming rights do estádio. Apesar dessa abordagem, o Vasco não descarta a possibilidade de explorar outras alternativas para complementar sua receita.
