Levantamento sobre o Campeonato Brasileiro
Um levantamento detalhado realizado pelo portal "FutDados", que abrange todas as edições do Campeonato Brasileiro disputadas no século XXI, entre os anos de 2001 e 2025, apresenta um panorama da dinâmica de poder do futebol nacional contemporâneo. O estudo contempla tanto a era dos pontos corridos quanto as duas últimas edições que utilizaram o formato de mata-mata. Este levantamento evidencia a regularidade do São Paulo, que se destaca como líder isolado na tabela histórica.
São Paulo no topo da tabela
O Tricolor do Morumbi lidera com uma expressiva marca de 1.535 pontos acumulados ao longo de 950 partidas, o que demonstra uma consistência notável que o manteve na elite do futebol brasileiro durante todo o período em análise.
A hegemonia do São Paulo é seguida de perto pelo Flamengo, que ocupa a segunda colocação com 1.487 pontos. O Rubro-Negro, que se beneficia de suas conquistas recentes e de sua permanência ininterrupta na Série A, apresenta um aproveitamento de 52,34%. A superioridade da dupla se torna ainda mais evidente ao se considerar a presença desses clubes entre os primeiros colocados: o São Paulo terminou entre os seis primeiros (G6) em 16 edições, enquanto o Flamengo, ao lado do Grêmio, alcançou esse feito em 14 oportunidades.
Destaques adicionais
Outro time que merece destaque é o Palmeiras. Embora figure na sexta posição em termos de pontos totais, com 1.392, devido a rebaixamentos que ocorreram no início do século, o Alviverde se destaca pelo ataque mais eficiente do país, com uma média de 1,49 gols por jogo. O seu aproveitamento é de 53,77%, um número que o coloca tecnicamente empatado com o líder São Paulo.
Classificação geral
A classificação geral do levantamento é a seguinte:
| Pos | Equipe | Pontos | Jogos | Aprov. (%) |
|---|---|---|---|---|
| 1º | São Paulo | 1535 | 950 | 53.86% |
| 2º | Flamengo | 1487 | 947 | 52.34% |
| 3º | Internacional | 1399 | 909 | 51.30% |
| 4º | Corinthians | 1398 | 915 | 50.93% |
| 5º | Fluminense | 1394 | 953 | 48.76% |
| 6º | Palmeiras | 1392 | 863 | 53.77% |
| 7º | Santos | 1374 | 915 | 50.05% |
| 8º | Atlético | 1368 | 912 | 50.00% |
| 9º | Grêmio | 1322 | 872 | 50.54% |
| 10º | Cruzeiro | 1270 | 833 | 50.82% |
| 11º | Athletico | 1258 | 875 | 47.92% |
| 12º | Botafogo | 1130 | 825 | 45.66% |
| 13º | Vasco | 979 | 757 | 43.11% |
| 14º | Goiás | 844 | 642 | 43.82% |
| 15º | Coritiba | 789 | 643 | 40.90% |
| 16º | Bahia | 694 | 556 | 41.61% |
| 17º | Vitória | 636 | 525 | 40.38% |
| 18º | Figueirense | 581 | 463 | 41.83% |
| 19º | Sport | 533 | 483 | 36.78% |
| 20º | Fortaleza | 514 | 392 | 43.71% |
O drama vascaíno em números
Se a análise da parte superior da tabela revela glórias, a parte inferior expõe a significativa perda de protagonismo do Vasco da Gama. Estatisticamente, o Cruz-Maltino não figura mais entre os "12 grandes" desse recorte, sendo superado de forma contundente pelo Athletico-PR. Enquanto o Furacão ocupa a 11ª posição no ranking com 1.258 pontos, o Vasco amarga a 13ª colocação, acumulando apenas 979 pontos, ficando atrás também do rival Botafogo.
Os dados são alarmantes para os torcedores do Vasco. O clube apresenta o pior aproveitamento entre os grandes, com apenas 43,1%, o que o coloca na 17ª posição geral nessa estatística, atrás de equipes que historicamente investem menos, como Goiás e Fortaleza. A fragilidade defensiva do time também contribui para este cenário, já que o Vasco possui a 24ª pior média de gols sofridos do século, com uma média de 1,42 gols por jogo. Este número evidencia a vulnerabilidade das defesas do clube ao longo dos anos.
Além disso, a frequência de rebaixamentos impactou diretamente na pontuação acumulada. Com quatro rebaixamentos confirmados no período analisado, o Vasco é o quinto time que mais caiu de divisão no século, superando apenas o Sport, que caiu seis vezes, e o Coritiba, Avaí e América-MG, que caíram cinco vezes. Em um comparativo ainda mais preocupante, enquanto o São Paulo participou do G6 em 16 oportunidades, o Vasco conseguiu terminar entre os seis primeiros apenas quatro vezes nos 25 anos analisados, evidenciando que a luta do clube na maior parte do século foi na parte inferior da tabela.
