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Raphael Veiga: Destaque em liderança, conquistas e sua consagração como ídolo do Palmeiras

por futebolpress
Raphael Veiga: Destaque em liderança, conquistas e sua consagração como ídolo do Palmeiras

Raphael Veiga e sua trajetória no Palmeiras

Um conto de fadas no futebol

Ao longo de oito temporadas, Raphael Veiga construiu uma narrativa singular pelo Palmeiras, que pode ser comparada a um conto de fadas, especialmente considerando os tempos atuais do futebol. Desde sua infância, quando era torcedor do clube, ele realizou o sonho de milhões de fãs ao jogar e conquistar vários títulos com a camisa da equipe que sempre amou.

A marca do jogador, que ostenta a camisa 23, na história do clube vai muito além dos 384 jogos disputados, 109 gols marcados e 11 troféus conquistados, incluindo as Libertadores de 2020 e 2021, os Brasileirões de 2022 e 2023, e a Copa do Brasil de 2020. Junto aos recordes, o meia conseguiu se colocar ao lado de ídolos que, até então, pareciam inatingíveis na rica história do Palmeiras.



Reconhecimento dos especialistas

Para o historiador Fernando Galuppo, Raphael Veiga ocupa um dos mais altos escalões da galeria de ídolos do Palmeiras. Galuppo afirma que o jogador foi o grande cérebro da fase recente do Verdão, que ficou conhecida como “Terceira Academia”, da mesma forma que Ademir da Guia foi considerado a alma das outras duas “Academias” do Palmeiras, que ocorreram entre 1959 e 1969, e entre 1972 e 1976.

“É natural associarmos que o grande cérebro e alma da equipe foi o Veiga. Mas a comparação com Ademir da Guia é pertinente, justamente para não cometer anacronismos. Em cada época, o jogo tem sua dinâmica própria, assim como os jogadores. Ambos foram os maiores e mais decisivos para o Palmeiras nos períodos em que defenderam o clube”, disse Galuppo.

Símbolo da reconstrução do clube

O jornalista Paulo Massini compartilha a mesma visão. Ele destaca, além dos títulos e recordes, que a postura de Veiga fora de campo também contribui para que ele esteja no mesmo nível de Ademir da Guia. “Ele é um jogador com um caráter distinto, que demonstra preocupação social. Ajudava muito o bairro de São Mateus, onde cresceu, e atualmente possui a Fundação Veiga”, afirma.

Outro aspecto que torna Veiga um jogador especial na história do Palmeiras é seu papel como símbolo da reconstrução do clube nos últimos dez anos. “Raphael Veiga é um símbolo da reconstrução do Palmeiras, ao lado de Dudu. Ele sempre respeitou a camisa do Palmeiras e nunca manifestou desejo de sair por vontade própria. Quando surgiram oportunidades, ele avaliou e decidiu que não estava em um bom momento em campo. Ao lado de Dudu, Fernando Prass e outros jogadores importantes, ele representa este período vitorioso do Palmeiras, que se estende por cerca de 10 ou 11 anos”, complementou Massini.

Galuppo ainda acrescenta que a história do meia na atualidade o torna uma exceção em um futebol que ele mesmo descreve como “ultra profissional”: “Veiga, como torcedor declarado do Palmeiras desde sua infância, venceu o que venceu no seu clube de coração, quebrando os principais recordes, marcando gols decisivos e representando o sentimento de toda uma torcida com dignidade e amor. Isso merece respeito e admiração de todos os palmeirenses e dos amantes do futebol de uma maneira geral”.

O impacto de Veiga nas decisões do Palmeiras

Atualmente, Raphael Veiga pode ser comparado, se não em termos de futebol, pelo menos em idolatria, a Ademir da Guia. No entanto, o início de sua trajetória no clube foi marcado por comparações com Alex, outro meia histórico do Palmeiras. Isso se deve ao fato de que ambos deixaram o Coritiba muito jovens para se juntar ao Verdão. Veiga, inclusive, foi emprestado ao Athletico-PR em 2018.

A trajetória de ambos também se assemelha no que diz respeito ao poder de decisão. Vale ressaltar que Veiga é o jogador com mais gols em finais com a camisa do Palmeiras, totalizando 12, superando outros ícones do clube, como Evair e Edmundo. Para Leonardo Suzuki, jornalista e analista de desempenho no canal “Análise Verdão”, as características de jogo do meia ajudam a explicar esses números impressionantes.

“Ele foi titular por cinco anos, jogando com a mesma base de time e sob o comando do mesmo treinador. Durante esse período, Veiga se destacou como ‘o finalizador mais confiável’ desse elenco. O time funcionava de tal maneira que ele não era o principal criador, mas recebia a bola em condições ideais para finalizar. Ele jogava nas entrelinhas, atrás do meio-campo e na frente da defesa adversária, vindo de trás e atacando zonas perigosas, como a entrada da área. Assim, o Palmeiras potencializava Veiga para que ele estivesse sempre na hora e no lugar certo”, explica Suzuki.

Adaptações e futuro do jogador

Suzuki ainda menciona que Raphael Veiga tentou mudar seu estilo de jogo, mas isso ocorreu em um momento em que o Palmeiras já não oferecia mais os mesmos recursos coletivos para aprimorar seu desempenho. “Ele até tentou se adaptar a ser um armador que recua e organiza o jogo, mas sem o mesmo sucesso, em um momento em que o time não estava jogando bem coletivamente. A maneira como o Palmeiras jogava potencializava suas qualidades”.

O que vem a seguir para o Palmeiras?

Para Massini, a saída de Raphael Veiga do Palmeiras sinaliza o fim de uma era. Contudo, o jornalista acredita que não se trata de uma despedida definitiva do jogador. “É, sem dúvida, o encerramento de um time muito vencedor. Aquele time montado há algum tempo já se desfez, e Veiga era um dos jogadores que restavam. Acredito que essa saída reflete o momento atual do clube, mas também é uma pausa, e não um fim, no ciclo de Veiga. Imagino que ele retornará a jogar pelo Palmeiras”.

Do ponto de vista tático, Suzuki aponta que o Palmeiras possui jogadores em seu elenco com características semelhantes às de Veiga que podem preencher a lacuna deixada por sua saída. No entanto, ele ressalta que um bom desempenho do time depende também de uma melhora coletiva.

“Se considerarmos as características, Maurício poderia desempenhar bem as funções que o melhor Veiga realizava. Ele é um jogador menos experiente, mas possui uma boa verticalidade. É até mais articulador e fisicamente mais completo. A questão é que, na forma como o time está jogando atualmente, não considero que a falta de Veiga seja o problema do Palmeiras. Para que o time volte a jogar bem, o foco precisa ser mais coletivo e menos individual”, concluiu.

Raphael Veiga deixa o Palmeiras por empréstimo até o final do ano para o América, do México. O acordo entre as equipes inclui uma cláusula de opção de compra, cujos valores não foram revelados. Antes de assinar com o clube mexicano, o meia estendeu seu contrato com o Verdão até o final de 2028.

Marcas de Raphael Veiga no Palmeiras

  • 20º jogador com mais jogos (384)
  • 13º jogador com mais gols (109)
  • Jogador com mais gols no século (109)
  • Jogador com mais gols em finais (12)
  • Jogador com mais gols no Allianz Parque (57)
  • Jogador com mais vitórias no século XXI (219)
  • 3º jogador com mais jogos pela Libertadores (64)
  • 2º jogador com mais gols pela Libertadores (22)
  • 2º jogador com mais títulos, empatado com Lima, Luan, Rony, Zé Rafael e Waldemar Fiume (11)
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