A Copa Africana de Nações 2025
O final de 2025 e o início de 2026 será marcado por um evento esportivo significativo: a Copa Africana de Nações. A competição começará neste domingo, dia 21 de dezembro, com a partida entre Marrocos e Comores. O torneio ocorre em território marroquino e se estenderá até o dia 18 de janeiro. Ao todo, 24 seleções estão em disputa pela 35ª edição do torneio.
Polêmicas em Torno da Competição
Mais uma vez, a Copa Africana de Nações acontece no meio da temporada europeia, o que gera controvérsias entre os clubes europeus. Isso ocorre porque as equipes são obrigadas pela FIFA a liberar os jogadores convocados para as seleções nacionais.
As seleções participantes foram definidas nas Eliminatórias para a CAN, realizadas ao longo do ano anterior. Nessa fase, oito seleções competiram em um formato de mata-mata preliminar. Posteriormente, 48 seleções foram divididas em 12 grupos, cada um com quatro equipes, com as duas melhores se classificando para o torneio principal. Como resultado, algumas surpresas se mostraram ao longo do processo, com seleções que estão na disputa da Copa do Mundo, como Gana e Cabo Verde, não se classificando para a Copa Africana de Nações, ao terminarem na última posição de seus grupos.
Estrutura do Torneio
As 24 seleções estão organizadas em seis grupos, cada um composto por quatro equipes. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para a fase de mata-mata, juntamente com os quatro melhores terceiros colocados.
Onde Assistir
A transmissão da Copa Africana de Nações no Brasil será realizada pelo Grupo Bandeirantes. Alguns jogos terão exibição na TV aberta, enquanto outros serão transmitidos pelo BandSports e através de plataformas digitais.
Análise dos Grupos
Grupo A: Marrocos, Mali, Zâmbia e Comores
Os anfitriões, Marrocos, entram na competição buscando romper um jejum que perdura há 50 anos. A seleção, conhecida como Leões do Atlas, conquistou a CAN apenas uma vez e almeja o título que falta em sua história. Recentemente, os marroquinos foram campeões da Copa Árabe, utilizando um time alternativo. Além disso, venceram a CHAN, torneio que reúne seleções compostas apenas por jogadores locais.
O Mali tentará se reerguer após uma performance insatisfatória nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. A Zâmbia, campeã em 2012, disputará a competição após se destacar em seu grupo de qualificação. Por fim, Comores, que surpreendeu nas Eliminatórias para o Mundial, volta ao torneio após ter deixado a Tunísia para trás na fase de qualificação, depois de não ter participado da última edição.
Grupo B: Egito, África do Sul, Angola e Zimbábue
Os Fáraos do Egito, que enfrentaram uma decepção na última edição da CAN, chegam ao Marrocos buscando superar a eliminação nas quartas de final. Mohamed Salah, um dos destaques da seleção egípcia, busca um desempenho revitalizado, após momentos difíceis no Liverpool. A África do Sul, sob o comando de Hugo Broos, vem com moral após terminar em terceiro lugar na última CAN e se classificar para a Copa do Mundo após um hiato de 12 anos.
Angola, por sua vez, tenta manter o bom momento após sua melhor campanha na última edição, chegando às quartas de final. A seleção trocou de treinador, com a saída do português Pedro Gonçalves e a chegada do francês Patrice Beaumelle. O Zimbábue, que se qualificou na segunda posição de seu grupo com Camarões, aparece como azarão nesta chave.
Grupo C: Nigéria, Tunísia, Uganda e Tanzânia
A Nigéria, que foi eliminada da Copa do Mundo, busca a redenção na Copa Africana de Nações. O torneio é crucial para que Eric Chelle se mantenha à frente dos Super Eagles, especialmente após a frustração na missão de qualificação para o Mundial. A Tunísia, por outro lado, chega com mais confiança após mudar a comissão técnica e conseguir a classificação para a Copa do Mundo sem sofrer gols nas Eliminatórias.
Uganda pretende mostrar evolução ao retornar à CAN após duas edições ausente, tendo tido um desempenho competitivo em seu grupo de qualificação. A Tanzânia, por fim, deseja reafirmar a força do futebol local, enquanto também se prepara para ser uma das sedes na próxima edição da Copa Africana de Nações, em 2027.
Grupo D: Senegal, RD Congo, Benin e Botsuana
Senegal, atual campeão da CAN, busca retornar ao topo do futebol africano sob o comando do novo treinador Papa Thiaw, que assumiu após a saída de Alliou Cissé. A seleção garantiu a classificação para a Copa do Mundo e quer repetir o sucesso da última edição, quando chegaram às semifinais. A República Democrática do Congo, que também está no grupo, se prepara para a Repescagem Intercontinental.
O Benin, sob a direção do experiente Gernot Rohr, ambiciona mostrar que sua força nas Eliminatórias não foi um acaso. Já a Botsuana, que surpreendeu ao eliminar Cabo Verde e Mauritânia, é considerada a maior surpresa entre os classificados.
Grupo E: Argélia, Burkina Faso, Guiné Equatorial e Sudão
Após duas participações decepcionantes, a Argélia tenta apresentar um novo desempenho na CAN, buscando se afirmar com um novo grupo de jogadores sob a direção do suíço Vladmir Petkovic. Burkina Faso, conhecido por seu bom desempenho na competição, espera corresponder às expectativas, especialmente após ser eliminado da Copa do Mundo por um gol.
A Guiné Equatorial busca se recuperar de períodos difíceis, tendo enfrentado punições nas Eliminatórias. A seleção passou por polêmicas recentes, mas o treinador Juan Micha foi reintegrado ao comando. O Sudão, que retorna à CAN após um hiato, surpreendeu ao deixar Gana para trás nas Eliminatórias, e é treinado pelo ganês Kwesi Appiah, que conquistou a competição com a seleção de Gana em 1982.
Grupo F: Costa do Marfim, Camarões, Gabão e Moçambique
A Costa do Marfim, campeã da última edição, defende seu título na competição. Diferente do que aconteceu na última edição, quando a seleção trocou de treinador após a fase de grupos, a Costa do Marfim busca manter sua estabilidade e confirmar seu status como favorita. Camarões, que não se classificou para a Copa do Mundo, chega à CAN sob polêmicas e mudanças em sua comissão técnica, com o presidente da Federação Camaronesa de Futebol, Samuel Eto’o, demitindo o técnico Marc Brys, que não deixou o cargo.
O Gabão, que também não conseguiu a classificação para o Mundial, espera fazer uma boa campanha com Aubameyang. Moçambique, por sua vez, participa da CAN pela segunda vez consecutiva e deseja mostrar progresso sob a direção de Chiquinho Conde.
