Vice-Presidente do Corinthians Pede Licença Durante Investigação

Vice do Corinthians pede licença em meio a denúncias

Em meio às investigações relacionadas ao desaparecimento de materiais esportivos fornecidos pela Nike, Armando Mendonça, que ocupa o cargo de vice-presidente do Corinthians, solicitou licença de suas funções na noite da última segunda-feira, dia 8 de outubro. Essa licença possibilita que o dirigente retorne ao trabalho a qualquer momento. A informação foi divulgada pelo portal “ge”.

Contexto das investigações

Como resultado das investigações, o Ministério Público apresentou uma denúncia contra Armando Mendonça. Na última sexta-feira, dia 5 de outubro, sócios e conselheiros do clube protocolaram um pedido para o afastamento cautelar imediato do dirigente. Diante dessa situação, Armando optou por solicitar uma licença de 30 dias, embora tenha a possibilidade de retornar ao cargo antes do final desse período estipulado.

Críticas à condução do caso

Em uma nota enviada à imprensa, Armando Mendonça criticou a postura do presidente do clube, Osmar Stabile. Ele afirmou que houve falta de clareza na gestão do caso e negou as acusações de que teria se apropriado de 131 materiais esportivos pertencentes ao Corinthians.

“Faltou firmeza da instituição, por meio de seu presidente, em esclarecer esse ponto para a torcida, sócios e conselheiros. Faltou vontade, de quem poderia fazê-lo, para encerrar de vez uma narrativa falsa, injusta e destrutiva. Uma acusação dessa merece uma posição do clube para toda a nação e não apenas em roda de sócios, amigos e alguns torcedores”, declarou Mendonça.

Acusações e detalhes do inquérito

O Ministério Público de São Paulo denunciou Armando Mendonça pelos crimes de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo.

De acordo com a denúncia, o dirigente teria se apropriado de 131 itens fornecidos pela Nike e tentado obter outras 19 camisas especiais que possuem patch da NFL, além de ter mantido em sua posse oito unidades dessa edição comemorativa. A acusação também inclui alegações de que Armando ameaçou duas testemunhas durante o processo de investigação.

Conclusões do delegado

As acusações apresentadas têm como base as provas que foram reunidas pela Polícia Civil ao longo do inquérito. Apesar disso, o delegado responsável pela investigação, Cesar Saad, concluiu que não houve prática criminosa por parte de Armando Mendonça. No entanto, o Ministério Público discordou dessa conclusão e decidiu proceder com a denúncia à Justiça.

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