Sete membros da equipe médica são acusados de homicídio culposo por possível negligência na morte do ídolo argentino
A Justiça argentina reiniciou, nesta terça-feira, 14 de novembro de 2023, as audiências referentes à morte de Diego Maradona, ocorrida em 2020. Sete profissionais da saúde que prestavam atendimento ao famoso jogador de futebol estão sendo processados por homicídio culposo, sob a acusação de negligência médica. O julgamento está previsto para ouvir cerca de 100 testemunhas ao longo de seu andamento.
Réus no processo
Os réus envolvidos no caso incluem a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Angel Diaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almiron, o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna. As filhas de Maradona, Dalma, Gianinna e Jana, além de sua ex-companheira Verónica Ojeda, marcaram presença na sala do tribunal, que estava lotada, em San Isidro, localizada ao norte de Buenos Aires, conforme relatado pela AFP.
O processo está programado para ocorrer em 30 audiências, com a frequência de duas por semana, e a expectativa é que a conclusão não ocorra antes do mês de julho. A morte do campeão mundial com a seleção argentina provocou uma onda de luto, levando centenas de pessoas às ruas, mesmo em meio à pandemia.
Motivo do novo julgamento
Este novo julgamento se dá após a anulação do primeiro processo, que ocorreu em março do ano anterior. A reviravolta foi causada pela renúncia da juíza Julieta Makintach, que comprometeu sua imparcialidade ao conceder entrevistas para um documentário dentro das dependências do tribunal. Em decorrência dessa situação, o julgamento, que já contava com dois meses e meio de audiências e mais de 40 testemunhas, foi cancelado a pedido de várias partes envolvidas no caso.
Durante o primeiro processo, foram levantadas questões sobre as condições da internação de Maradona, assim como a adequação de atendê-lo em sua residência localizada em Tigre. As defesas dos réus, por sua vez, apresentam estratégias distintas para cada acusado. Dentre os principais réus, destacam-se a psiquiatra Agustina Cosachov, o médico de confiança Leopoldo Luque e o psicólogo Carlos Díaz.
A morte de Maradona
Diego Maradona, reconhecido como um dos maiores ídolos do futebol argentino, faleceu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, em sua residência em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires. O ídolo argentino faleceu enquanto se recuperava de uma cirurgia. Os laudos médicos indicam que o ex-jogador apresentou sinais de insuficiência cardíaca e não recebeu a assistência especializada necessária no momento da crise fatal que levou à sua morte.
