Bolt comenta sobre o bom momento vivido pelo Desimpain na Kings League
Um dos jogadores mais experientes do Desimpain, Bolt, vive um momento especial na Kings League Brasil. Em meio à boa fase da equipe no segundo split, o atleta concedeu uma entrevista exclusiva ao J10, na qual abordou desde sua chegada ao clube até o ambiente interno da equipe, além das ambições para a sequência da competição.
Impacto positivo da estrutura
Logo no início da entrevista, Bolt destacou o impacto positivo da estrutura e do momento que a equipe está vivenciando. Segundo ele, o cenário atual do Desimpain é bem diferente do que encontrou anteriormente.
“Está sendo maravilhoso, porque está vencendo também. Porque, como o pessoal diz, o ambiente com vitória é totalmente diferente do ambiente com derrota. Mas eu que joguei no Desimpedidos Goti, no primeiro split, e cheguei aqui no Desimpain, vejo uma coisa totalmente diferente. Inclusive, eu não voltei para a Cup por causa da situação que estava no Desimpedidos Gotti. Então você chega aqui e vê tudo estruturado, isso dá uma confiança a mais para trabalhar”, comentou Bolt.
Desimpain competitivo na Kings League
Na sequência, o jogador relembrou como foi o processo até acertar com o Desimpain. Ele valorizou a confiança da diretoria e, principalmente, a relação construída com o treinador.
“A gente já estava lá na Arábia com o Felipe, e teve até meio que uma confusãozinha, porque eu estava lá como draftado, e graças a Deus deu certo no mercado. Se não fosse o mercado, já ia complicar mais, porque já tinha pré-definido os seis wildcards. Mas foi tranquilo. Conversaram comigo todo dia, e o Zezinho inclusive ligou para mim para conversar sobre isso. Então já estava meio que pré-definido. Eu recebi algumas propostas de outros times, mas da conversa que eu tive com o Felipe (treinador), assim como eu fui para a Arábia, que apareceram outros times também, só que eu já tinha dado a palavra para o Felipe, e quando eu dou a palavra, a minha palavra é que basta”, explicou Bolt.
O jogador também comentou sobre os bastidores da montagem do elenco, especialmente após a experiência internacional. Apesar da expectativa de reunir mais jogadores que estavam juntos anteriormente, o grupo precisou se adaptar às regras da liga.
“A gente não sabia se todos iam jogar juntos, porque a gente sabia que só podia ter 6 wildcards. Na Arábia, nós estávamos em seis, sete, acho que em oito. Então, como aqui no Brasil, no segundo split são só seis wildcards, não sabíamos se ia ser possível jogar todo mundo junto. O Kenu e o Bueno, que estavam lá com a gente, não vieram. Infelizmente, não teve como jogar todo mundo junto, mas já estava meio que pré-definido aqui os jogadores que iam ficar, que eram o Luizinho e o Gigante, que são jogadores excepcionais e estão ajudando a gente bastante, então foi tranquilo nesse aspecto”, disse.
Surpresa? Nunca fomos
Ao falar sobre o desempenho dentro de campo, Bolt rejeitou o rótulo de surpresa para o Desimpain. Ele acredita que o alto nível da competição impede previsões e exige regularidade.
“O pessoal diz que somos uma surpresa porque eles têm como referência a Furia e o G3X. Só que a gente sabe que o nível aumentou muito, e não é assim. Sabemos os jogadores que estão indo bem. Então não tem essa de ‘o Desimpain vai ser o último colocado, o Capim vai ser o penúltimo’. Não existe isso, o nível está muito alto e os times que foram mal vão acabar ficando para trás, porque o nível está muito elevado. A Furia, que todo mundo falava que ia ser campeã, já perdeu três jogos. Então, atualmente, acho que não tem mais isso”, afirmou.
Outro ponto ressaltado por Bolt foi o entrosamento do elenco. Com perfis variados, o time consegue se adaptar a diferentes situações de jogo.
“O nosso time tem muitos jogadores que jogaram em campo, muitos que jogaram futsal, e a maioria dos jogadores já jogou Kings, então isso faz a diferença. Só que a gente não tem um jogador especialista em X1. O nosso jogador de X1 é o Christian, é o Luizinho, que são acostumados a jogar X1, o Luizinho muito mais, mas são jogadores muito bons nesse aspecto. Então o nosso time está muito bem encaixado nisso, porque tem jogadores de todos os tipos, e alguns são acostumados a jogar Kings, o que está ajudando a gente bastante”, destacou.
A liderança é de todos
Referência dentro do grupo, Bolt também comentou sobre seu papel de liderança na equipe. Ele enfatizou que a responsabilidade é compartilhada e construída no dia a dia.
“Olha, liderança não é apenas pela experiência ou pela idade. A liderança é o que o cara faz. Se eu tenho 38 anos, não posso pensar que não preciso correr, que quem tem que correr são os mais jovens. Todos têm que correr, todos têm que marcar. Se a bola vier para mim, vou fazer gol; se o Davizinho tiver que dar um carrinho, ele dará. A gente mescla bastante isso. Inclusive, o Davizinho foi o último capitão no último jogo. O Luizinho e o 2K, que é um menino novo de 22 anos, mas já é experiente, também têm liderança. Então costumamos mesclar essa liderança, para que não fique a impressão de que o Bolt é o único líder”, explicou o jogador.
“Então, o que o Bolt falar não é necessariamente a palavra final. A gente procura muito conversar. Eu não sou muito de falar, sou mais de escutar. O nosso time tem muita liderança, desde o Profeta, que vem jogando menos, até o Davizinho, que é o nosso melhor jogador. Todo mundo tem a sua liderança e autoridade para se manifestar, e por isso acho que estamos no caminho certo”, completou.
O sonho de Bolt na Kings League
Ambicioso, Bolt deixou claro que entra em qualquer competição com foco total. Para ele, o Desimpain tem condições reais de brigar pelo topo.
“Olha, qualquer competição que eu entro, eu entro para ganhar. Pode ser o Bolt com o pior time do mundo, mas o Bolt quer ser campeão. Todo mundo está falando que somos o patinho feio, mas estamos no caminho certo. Tenho certeza de que estamos mostrando isso no dia a dia, nos jogos. Então, o objetivo é ser campeão e, se Deus quiser, vamos conseguir”, declarou.
Por fim, Bolt revelou qual considera ser o maior adversário da equipe no momento e projetou seus objetivos pessoais na liga.
“Hoje em dia, nossos principais rivais somos nós mesmos. Estamos fazendo um bom trabalho. Eu falei no vestiário para não deixarmos a vitória subir à cabeça, porque sabemos que quando isso acontece, começamos a relaxar, achar que vamos ganhar de qualquer jeito e acabamos caindo do salto”, disse Bolt.
“É continuar jogando. Eu, que tenho 38 anos e estou próximo de parar, quero continuar trabalhando forte para, se Deus quiser, jogar mais uns 2, 3 anos. Já tenho passagem pelo campo e agora jogando Kings League. Quero ser visto como um cara humilde, um cara que trabalha, que se doa dentro de campo. Quando entro, entro para vencer e deixo tudo dentro de campo. Bolt, é isso.”
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