A Crise entre Botafogo Associativo e a SAF
A disputa entre o Botafogo associativo e a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) continua a gerar tensões. Na última terça-feira, 31 de março, o proprietário da SAF, John Textor, concedeu uma entrevista em que voltou a criticar o clube social e, inclusive, fez uma alfinetada ao rival Vasco. Durante a conversa, Textor destacou que houve um bloqueio de receitas por parte do associativo e pressionou o presidente João Paulo Magalhães Lins a assinar a aprovação da segunda parcela do empréstimo que foi acordado em fevereiro.
Declarações de John Textor
Em uma entrevista à "ESPN" dos Estados Unidos, Textor afirmou que não houve quebra de acordo por parte da SAF e recordou as conquistas do Botafogo em 2024, que incluem o Campeonato Brasileiro e a Libertadores, como forma de defender sua gestão à frente do clube. Além disso, ele fez menção ao Vasco, que, em 2024, conseguiu uma liminar na Justiça que retirou os poderes da 777 Partners, antiga sócia majoritária da SAF do clube cruz-maltino.
Textor afirmou: “Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos”, iniciando sua defesa.
Aporte de Recursos e Conformidade
Em seguida, Textor adotou um tom defensivo, revelando que investiu recursos que, segundo ele, nem mesmo estavam previstos no contrato quando adquiriu 90% da SAF do Botafogo, em 2022. Ele reiterou que está “em acordo” com suas obrigações e afirmou que nunca recebeu notificação por parte do clube associativo sobre qualquer alegação de descumprimento.
“Nosso comunicado público anterior deixa claro que aportamos mais recursos do que jamais foi exigido pelo nosso acordo de SAF. E isso foi feito antes do prazo. Como estamos em total conformidade com o nosso acordo, e nunca fomos notificados pelo clube social sobre suas alegações de descumprimento, não esperamos nenhuma ação por parte do clube social e esperamos que eles retornem a um papel de acionista apoiador”, explicou Textor.
Bloqueio de Receitas e Vendas
Textor continuou a criticar o clube social do Botafogo, que possui 10% da SAF. O proprietário mencionou as possíveis vendas dos jogadores Danilo e Montoro para o Nottingham Forest, da Inglaterra, que foram bloqueadas devido a um veto judicial.
“Enquanto isso, certos membros do clube social continuam a nos criticar na imprensa por não termos dinheiro suficiente, mas seguem se recusando a assinar documentos que nos permitiriam trazer financiamento saudável. Mais grave ainda, eles claramente recorreram à Justiça para bloquear receitas de transferências que estavam por entrar. Mesmo que esses acordos tenham sido estruturados para manter os jogadores conosco por um período prolongado. Como podem bloquear 34 milhões em receitas e depois reclamar que não temos dinheiro suficiente?”, questionou Textor.
Otimismo para o Futuro
Por fim, em um tom mais conciliador, Textor expressou otimismo em relação à resolução da situação em um futuro próximo. “Acredito, sim, que temos muitos apoiadores dentro do clube social, apesar do que certos líderes sugerem. Por isso, tentarei esclarecer a situação para o restante do clube social nos próximos dias e semanas. Tenho certeza de que essas grandes reuniões do conselho começarão a mudar suas opiniões assim que tiverem informações melhores”, concluiu.
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