Boto critica arbitragem após empate entre Flamengo e Corinthians
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, concedeu uma coletiva de imprensa na qual expressou seu descontentamento em relação à arbitragem durante o empate em 1 a 1 com o Corinthians, ocorrido no domingo, 22 de março. Para Boto, a atuação do árbitro foi prejudicial para a equipe rubro-negra.
Comparação com a Supercopa
Boto fez uma comparação entre a arbitragem do jogo atual e a da final da Supercopa, também contra o Corinthians, onde o mesmo árbitro de VAR, Wagner Reway, chamou a atenção para uma agressão cometida por Carrascal, resultando na expulsão do jogador. Segundo ele, neste último jogo, houve uma jogada semelhante envolvendo Gabriel Paulista, que não resultou na mesma penalidade.
“Foi um jogo de futebol entre duas grandes equipes. Porém, mais uma vez, não conseguimos jogar 11 contra 11 contra o Corinthians. É curioso que na Supercopa, o mesmo VAR conseguiu, após 30 minutos, identificar uma agressão do Carrascal a um jogador, o Bidon. Mas hoje não conseguiu ver uma agressão do Gabriel Paulista ao Jorginho. Em um escanteio, a bola não estava em jogo. É o mesmo VAR, o senhor Wagner Reway, e hoje não conseguiu ver isso”, afirmou Boto.
Críticas à expulsão de Everton Araújo
O dirigente também se mostrou surpreso e indignado com a expulsão de Everton Araújo, que, em sua opinião, deveria ter recebido no máximo um cartão amarelo. A expulsão, ocorrida logo no início do segundo tempo, deixou o Flamengo com um jogador a menos, o que, segundo Boto, comprometeu a estratégia da equipe. Ele destacou que o árbitro foi alertado pelo VAR sobre o erro, mas mesmo assim não reverteu a decisão.
“Depois, a expulsão do Everton foi caricata. A regra é clara: quando pisa no pé, é cartão amarelo. Vamos supor que ele realmente pisou no pé, o correto seria um cartão amarelo. O VAR chamou e o árbitro manteve o erro”, declarou.
Necessidade de melhorias na arbitragem
Boto concluiu sua fala ressaltando a necessidade urgente de melhorias na arbitragem promovidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele defendeu que a CBF e os clubes precisam se reunir para estabelecer critérios uniformes e evitar decisões contraditórias por parte dos árbitros.
“Precisamos que a CBF e os clubes se reúnam para que haja um critério uniforme, evitando que a mesma pessoa tenha critérios diferentes em situações semelhantes. Se o jogo terminasse com 11 jogadores de cada lado, seria um grande espetáculo. Mas não nos deixam terminar assim. É preciso solicitar à CBF que preste atenção e que as questões sejam resolvidas, para que não tenhamos que falar sobre arbitragem. Vamos deixar as equipes jogarem e melhorar a qualidade dos árbitros, evitando que casos como o de hoje se repitam”, finalizou Boto.
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