Senegal perde título da Copa Africana de Nações
Reviravolta na decisão
O Tribunal de Apelos da Confederação Africana de Futebol (CAF) surpreendeu o cenário esportivo nesta terça-feira, 17 de outubro, ao anunciar uma mudança drástica na decisão sobre a Copa Africana de Nações (Afcon). A CAF declarou que Marrocos é o novo campeão da competição, em vez de Senegal, com uma vitória administrativa por 3 a 0. A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) não pode recorrer dessa decisão no tribunal da CAF, mas planeja levar o protesto à Corte Arbitral do Esporte (CAS), localizada na Suíça.
Em uma nota oficial, a CAF explicou: “O Comitê de Apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu, em aplicação do artigo 84 do Regulamento da Copa Africana de Nações (CAN), declarar a seleção nacional do Senegal derrotada por W.O. na final da Copa Africana de Nações TotalEnergies CAF Marrocos 2025 (‘a Partida’), sendo o resultado ratificado com um placar de 3 a 0 a favor da Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF).”
Motivo da decisão
Conforme a CAF, a decisão foi fundamentada no artigo 84 do regulamento da competição. O órgão entendeu que a conduta da seleção de Senegal durante a partida se encaixava em infrações disciplinares, levando à anulação do resultado obtido em campo. Vale ressaltar que as punições impostas pela CAF são válidas apenas para competições organizadas pela confederação e não têm impacto sobre a Copa do Mundo.
Confusão nos minutos finais
Durante os minutos finais da partida, o árbitro assinalou um pênalti para a equipe de Marrocos, o que gerou grande revolta entre os jogadores senegaleses. Em resposta a essa situação, muitos atletas senegaleses deixaram o campo, levando a Confederação a considerar que houve um W.O. (Walkover). Nas semanas subsequentes, a CAF aplicou multas, suspensões e punições tanto para jogadores quanto para membros das duas seleções, alegando que houve uma violação dos princípios de fair play e respeito à arbitragem.
O jogo entre Senegal e Marrocos
Na partida decisiva, já nos acréscimos, Senegal havia conseguido marcar um gol. Idrissa Gueye fez um cabeceio que acertou a trave, e Ismaila Sarr aproveitou o rebote para colocar a bola na rede. No entanto, o árbitro já havia assinalado uma falta de Gueye sobre o defensor Hakimi, anulando o gol.
A indignação da equipe senegalesa aumentou ainda mais pouco tempo depois. Com apenas um minuto restante para o término do jogo, o VAR convocou o árbitro, que acabou marcando um pênalti a favor de Marrocos, em um lance envolvendo El Hadji Malick Diouf e Brahim Díaz. Esse lance foi considerado questionável, pois Díaz, jogador do Real Madrid, pareceu forçar a queda.
Diante da decisão do árbitro, o técnico Pape Thiaw expressou sua revolta e decidiu retirar sua equipe de campo, enquanto Sadio Mané, um dos principais jogadores, questionava a decisão. Após toda a confusão, Brahim Díaz se preparou para executar a cobrança do pênalti, mas sua tentativa foi uma cavadinha fraca que foi facilmente defendida pelo goleiro Mendy, que não caiu e fez uma defesa tranquila.
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