Goleiro Bruno é considerado fugitivo pela polícia
A polícia do Rio de Janeiro intensificou as buscas pelo goleiro Bruno Fernandes de Souza, que foi classificado como um fugitivo da Justiça desde a última semana. A partir de quinta-feira, 12 de outubro, as autoridades iniciaram a divulgação de um cartaz informando que Bruno é procurado no Disque Denúncia do estado. O material contém orientações sobre como a população pode colaborar com informações que são essenciais para a efetivação de sua prisão.
Comunicado do Disque Denúncia
Em um comunicado oficial, o Disque Denúncia esclareceu a situação. “Houve a expedição de um mandado de prisão em 5 de março, após a Vara de Execuções Penais entender que o ex-jogador do Flamengo descumpriu uma das condições da liberdade condicional”, informou a nota. O goleiro foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio.
Conduta de Bruno e a fuga
Desde a última quinta-feira, 5 de março, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro passou a tratar Bruno como um fugitivo, em decorrência do cancelamento de sua liberdade condicional. O atleta não se apresentou após a revogação do benefício e desrespeitou a ordem judicial que exigia seu retorno ao regime semiaberto, conforme estipulado em um mandado de prisão.
O cancelamento de sua liberdade condicional ocorreu após uma viagem que Bruno fez para a região Norte do país, no início de fevereiro, com o objetivo de assinar um contrato como goleiro profissional do Vasco, do Acre. Ao não se apresentar, ele desobedeceu à determinação judicial que o obrigava a cumprir o restante da pena pela morte de Eliza Samudio em regime semiaberto.
Condenação por homicídio
Bruno foi condenado a uma pena superior a 22 anos por sua participação no plano que resultou na morte de Eliza Samudio, uma modelo que desapareceu em 2010, aos 25 anos de idade. O crime nunca foi totalmente solucionado, uma vez que o corpo de Eliza nunca foi encontrado. Na época de seu desaparecimento, ela era mãe de um bebê recém-nascido e havia sido atraída para uma emboscada por Bruno, que era seu ex-companheiro, jogava pelo Flamengo e não reconhecia a paternidade da criança.
Em março de 2013, Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Na sentença, foi imposta a ele uma pena de 22 anos e três meses de prisão pela morte de Eliza e pela ocultação de seu cadáver, além do sequestro de seu filho.
Outros envolvidos no caso
O julgamento do caso de Eliza Samudio também envolveu outras pessoas. A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, foi absolvida durante o julgamento. Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foi condenado em 2012 a 15 anos de prisão por sequestro e cárcere privado, tendo sido considerado participante do crime ao levar a jovem do Rio de Janeiro para Minas Gerais, onde ela ficou em cativeiro. Macarrão obteve progressão de regime após cumprir parte da pena.
Outro envolvido, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, também conhecido como Bola, recebeu uma condenação de 22 anos de prisão. O último júri relacionado ao caso ocorreu em agosto de 2013, ocasião em que Elenilson da Silva e Wemerson Marques, apelidado de Coxinha, foram condenados por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza, Bruninho. Elenilson recebeu uma pena de três anos em regime aberto, enquanto Wemerson foi condenado a dois anos e meio, também em regime aberto.
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