Condenação por Fraudes e Lavagem de Dinheiro no Internacional
Sentença e Prejuízo
A 2ª Vara Estadual de Porto Alegre proferiu, na quinta-feira (5), uma sentença que condenou sete indivíduos envolvidos em um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro que prejudicou o Internacional em mais de R$ 260 mil. A decisão resulta de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e revela a prática de desvios financeiros ocorridos entre os anos de 2015 e 2016.
Principais Condenados
Entre os condenados, destacam-se o ex-vice-presidente jurídico do clube, Marcelo Freitas e Castro, e o ex-atacante Christian. O esquema fraudulento consistia na inserção de cláusulas irregulares em acordos trabalhistas e contratos de serviços, permitindo que os envolvidos desviassem valores para benefício próprio e de terceiros.
Marcelo Castro, identificado como o líder da organização criminosa, recebeu uma pena de 14 anos e três meses de reclusão, a ser cumprida em regime fechado. O ex-jogador Christian foi condenado a seis anos em regime semiaberto, devido à sua participação na inclusão de uma cláusula fraudulenta de R$ 70 mil em sua ação trabalhista. A sentença também determina que os réus façam a reparação integral dos danos ao clube, com a aplicação de juros e correção monetária.
Mecanismos de Lavagem de Dinheiro
O processo judicial detalha que, após a realização dos desvios, os valores eram transferidos através de contas de terceiros, com o intuito de ocultar sua origem ilícita, caracterizando assim a prática de lavagem de dinheiro.
Estrutura da Condenação
Além de Marcelo Castro e Christian, a Justiça também condenou outros envolvidos no esquema, incluindo advogados e operadores financeiros que facilitaram a dissimulação dos recursos. O advogado Leonardo Laporta Costa foi sentenciado a 10 anos e seis meses de prisão. Os intermediários Henrique Gershenson e Georgio Chies receberam penas de nove anos cada um. As advogadas Sinara Farias Lorenz e Kelly Cristina Fonseca Andrade, que estiveram envolvidas em contratos que previam a chamada "rachadinha" de honorários, foram condenadas a seis anos de reclusão.
A decisão judicial ainda destaca que o grupo tentou obstruir as investigações ao apresentar documentos falsos.
Manifestação do Ex-atleta
Em nota oficial, o ex-atacante Christian reafirmou sua inocência em relação às acusações e informou que seus advogados estão preparando um recurso que será apresentado dentro do prazo legal. O ex-jogador declarou: "Jamais pratiquei qualquer ato lesivo aos interesses do clube ou do esporte que mais amo".
Contexto da Operação Rebote
Este caso é um desdobramento da Operação Rebote, que investiga irregularidades na gestão de Vitorio Piffero, ex-presidente do clube. Em 2024, a Justiça já havia condenado Piffero e o ex-vice-presidente de finanças, Pedro Affatato, à prisão por crimes semelhantes.
Conclusão
O desfecho deste caso evidencia a continuidade das investigações sobre práticas fraudulentas no ambiente esportivo, refletindo a necessidade de um controle mais rigoroso em gestões de clubes e na condução de acordos trabalhistas.